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terça-feira, 29 de março de 2011

Memórias da Austrália


Sydney - albergues, alemães e muita, muita caminhada

O namorado australiano me deixou correndo no aeroporto de Brisbane, onde eu embarcaria para Sydney. O peso na consciência foi tanto que ele me mandou uma mensagem, antes de eu fazer o check in, avisando que se eu tivesse perdido o voo por sua causa, ele mandaria o número do seu cartão para pagar uma nova passagem. Amável... e exagerado. O horário deu de sobra até para bater um papo com o Brasil enquanto meu avião não saia.
Quando cheguei em Sydney acabei esperando horas pelo transporte para o hostel (albergue) onde eu ficaria. Mas era grátis (caso contrário, AUD$20 para o centro de ônibus), então insisti. Eu havia escolhido um albergue no bairro de Kings Cross.


Uma pausa para Kings Cross...


Quando avisei um amigo de Sydney que iria para lá, ele já me alertou: o bairro é considerado o red district de Sydney. Ou seja - prostitutas, drogas, strip clubs mas também muitas baladas e vida agitada a noite. Outro me falou que a receita era só não encarar ninguém nem dar bola. Ou seja, eu estava na Augusta australiana. Chegando lá, conheci Kings de cabo a rabo, noite e dia. Sim, é um climão mesmo de coexistência, digamos assim, mas adorei. Tem uma "one dollar shop" que vende umas coisas super baratas, mais baratas que em Brisbane. Vários restaurantes, Mc Donald's onde dava para acessar internet de graça, baladas ex-bordel, bodeis e muito mais.

Voltando à recepção...


Fui atendida por uma moça do cabelo de arco-íris. Me deu os lençois de cama, a chave e me mostrou como tudo funcionava. Havia uma sala comunitária para a galera ver tv, uns sofás gostosos até para dormir, jogos e livros, e logo atrás o refeitório e cozinha. Subindo as escadas tem o primeiro andar de quartos, e após o segundo andar de quartos, o rooftop onde rolava churrasco e umas festinhas do próprio albergue. Escolhi um quarto misto para seis pessoas, mas de cara só tinha meninas. Uma era britânica, morava lá há três meses (!) porque conheceu o namorado lá mesmo, e não tinha coragem de sair de lá para viverem os dois juntos, nem de mudar e deixa-lo lá. Sim, pessoas MORAM em albergues, por um preço mais bacana.



E os alemães...

Conheci então duas alemãs muito fofas, com as quais dividi o quarto - dividimos uma caixa de vinho, fomos à balada e conhecemos mais alemães no hostel. Costume de brasileiro medroso (ou precavido), deixava sempre minhas coisas dentro da mala. "Está indo embora amanhã?", elas perguntavam quando viam minha cama arrumada. Quando respondia que não, elas riam "bagunça essa cama, fico me sentindo mal desse jeito". Prefiro nem comentar as condições da cama delas. Fora duas alemãs que foram embora no dia que eu cheguei - deixaram miojos, prendedores de varal, shampoo, cremes, tudo lá. Ah, fora vários livros alemães que achei num saco de lixo temporário que tinha no quarto - lixo de gente que vai e esquece, ou não pode levar. Mais do que interessante...





Os alemães são uma graça. Fiquei tão empolgada - e eles também - que fomos parar num restaurante alemão em Sydney, lá perto do Opera House. Nem preciso dizer o quanto era caro, né? Os alemães se chocaram com o preço (me senti menos mendiga hahahaha) e então pedimos só algumas coisas para beliscar e uma cerveja com manga. A coisa mais gostosa que tem! Na volta passamos na Costume House em Sydney, e uma das alemãs nos mostrou a suástica do nazismo no chão do lugar. Um local do governo! Claro que a gente sabe que a suástica já exisitia antes do nazismo, mas oi, que falta de tato deixar aquilo ali ainda (não uma, várias). Imagina se não rolou piada entre os próprios alemães? "Tira uma foto mesmo, aí a gente mostra 'nossa, a Austrália, que preconceituosa!'"
E um alemão zoando o outro? Um deles era da Alemanha Ocidental, outro da Oriental, e para ter certeza que eu entendesse o motivo da brincadeira, me perguntaram se eu conhecia a história das duas Alemanhas.Um jogando na cara do outro quem pagava o imposto de quem e porquê. Depois um deles disse que, quando fosse embora, levaria feijão preto. "Tem feijão preto na Alemanha", insistiu uma das meninas. "Acho que ainda não chegou lá do seu lado, então", emendou. Ri muito com eles. Aproveitei até umas palavras que ainda sei falar em alemão para zoar um suiço, que pronuncia as palavras diferente.

Uma australiana muito louca...

Fomos à duas baladas. A primeira na rua principal de Kings Cross, que deu na cara que era um bordel há pouco tempo. A decoração não negava. No meu último dia fomos num bar bem legal, onde ganhamos bebida por causa do albergue. Quando comprei uma cerveja, o suiço olhou e perguntou se eu tinha comprado cerveja. Quando disse que sim, ele respondeu que achou estranho, porque cerveja geralmente não é "coisa de menina" hahahaha! Nessa noite fomos com nossa nova colega de quarto - uma australiana virada no Jiraya. Ela encurtou a roupa de malha no corpo e começou a dançar de uma forma que não tinha como ninguém reparar. Fiquei com vergonha de dançar do lado dela porque não estava no clima. Ela dançava bem, mas muito "strip club style". Uma hora se jogou no colo de um dos meninos e dançou para ele - nem preciso dizer que ele ficou morrendo de vergonha. E a gente também. O suiço, muito engraçado, perguntou se eu entendia espanhol. "Esta chica es loca, ahn?" hahahaha. Disse que estava falando espanhol para ela não notar. Quando finalizamos a noite, ela confessou que ela fazia pole dance profissionalmente e arriscou dar umas aulinhas para os meninos usando aqueles ferros com a placa da rua para dançar. Uma daquelas cenas que a gente nunca esquece, entre muitas....

Caminhada...

Kings Cross fica lááá em cimão - o centro fica ladeira abaixo, e haja fôlego. Antes do fôlego coloquei minha vontade de sair o tempo todo, então o resultado veio depois.
Fui para o centro, depois andei de ferry pelo rio, passando debaixo da Harbour Bridge e ao lado do Opera House. Bairros e lugares percorridos:

Woolloomooloo - valeu pela foto! Tem uma rua inteira de carros estacionados à venda, no meio da semana. Dizem não ser um dos melhores bairros à noite - tem atendimento comunitário, moradia para sem tetos. Passei de dia.

Paddington - lugar onde as celebridades fazem compras. Uma rua enorme cheia de lojas, e sempre você tem a impressão de que passou por alguém famoso. Vai saber... Em Paddington também tem a Oxford Street, a rua gay da cidade, que é considerada gay friendly. Lojas, restaurantes, as pessoas que frequentam, bandeiras do movimento. Bem legal. No meio da rua tem uma obra- uma parede (foto) com vários desabafos de gays e simpatizantes em azulejos.



Darling Harbour - o "outro lado", ponto final de uma das ferry boats que sai lá do centrão de Sydney. Muita ladeira, mas um bairro simpático. Fui comer num lugar que vendia iscas de frango empanadas com fritas (hmmm) mas não aceitava cartão. E para achar um banco do meu? Andei, para variar um pouquinho.


Bondi Beache Bondi Junction - Bondi Beach é a praia que mais bomba em Sydney. Surfistas, turistas, tudo, lotada. O mar é lindo. No dia comi uma bandeja de frutos do mar - a entrada parece uma peixaria, no fundo é uma lanchonete. Amei! Bondi Junction fica mais pra cima, onde se concentra uma porrada de lojas, shopping e tudo mais. Uma boa pras compras, embora eu ainda tenha me familiarizado mais com o centro de Sydney.


Rose Bay (foto) - me apaixonei. Casas trilionárias, com pequenas praias escondidas do grande público, de dificil acesso. Parece até particular das casinhas humildes por lá, mas não são.

Double Bay - também uma delicia, calmo, casas lindas e... o hotel onde o Michael Hutchence morreu. Estranho ver um cenário tão pesado dentro de tanta calmaria. (O hotel está interditado, pronto para ser demolido, mas a sacada do quarto está do mesmo jeito que foi mostrado na TV em 1997)

Ultimo - nada de especial, mas é um bairro gostoso para caminhar.


Haymarket (foto)- centrão, oh delicia! Muitas lojas, vários pubs, comida de todo tipo, ruas rock 'n' roll, chinatown, Hyde Park e tudo mais. E daí no meio de tudo aquilo, descendo uma escadinha... o rio de Sydney.


Newtown - Hippie, tem até loja com roupas feitas de maconha, uma graça. Para uma caminhada num bairro mais alternativo, vale muito a pena. Apenas saiba pegar trem, e não faça como eu que peguei duas vezes o trêm que passou direto pela estação do bairro.

O rio de Sydney...


Lembro ter comparado Sydney com São Paulo. É comparável por ser cidade grande, fugir um pouco do controle, das regras, e ser menos certinha como uma Brisbane da vida. Mas no segundo dia na cidade, quando mudei meu caminho e resolvi descer uma escadinha no meio de uma avenida enorme, descobri o paraíso: o rio que corta Sydney. Lá fica os mini cruzeiros e o cartão postal da cidade, o Opera House. A visão é deslumbrante. Passei de manhã, de tarde, de noite, e não dá para cansar de olhar. Durante o dia várias pessoas tentam ganhar atenção e dinheiro ao redor do rio - cantando, dançando, tocando, ou parado. O cara que se fantasiou de cavalo e ficou parado, esperando por trocados, me comoveu. É ter muita esperança na vida.


Resultado

Nunca andei tanto na vida - essa é uma das vantagens de ir sozinha viajar. O problema é que meu pé direito ficou moido, fazendo barulho de porta enferrujada. Nunca senti tanta dor num pé. Pior é que ainda tinha Melbourne pela frente. Grande parte do percurso em Sydney foi feito de sandália de dedo Ipanema (olha o merchan), que me aguentou e me levou pra muito lugar. Ah, se essa sandália falasse...

Sydney is...

...the place to be! Amei morar em Brisbane - faria tudo de novo se "tivesse como voltar atrás", mas sendo uma futura segunda chance, escolheria Sydney. Cidade grande, com a troca que a gente meio que já tem em São Paulo: embora mais agitada, mais chance de encontrar transito, mendigos e pessoas menos educadas, transporte mais caro sem "bilhete único", mais violência (não que eu tenha visto, mas...), temos em troca muitos mais serviços, lojas mais baratas que Brisbane (sim! apesas do papo da cidade grande ser mais cara, achei souvenirs, frutas e legumes BEM mais baratos), mais opção pra balada, restaurante, lugares para passear, praias (praias lindas!) e muito mais. Não é a toa que Sydney é uma das mega cidades do mundo, junto a Nova York e Londres por exemplo.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Foi

Voltar é como acordar.
Minha casa, do jeito que eu deixei. Uma mudança aqui, outra ali, nada que não pudesse ter sido mudado num final de semana qualquer. Os cachorros, meu quarto, a rua, as pessoas, todas ali.
Mas eu...
Bom, não dá pra voltar e dizer que você é a mesma, e que as mudanças foram qualquer, como um final de semana numa cidade ali, com uns amigos, uma festa e só. Foi morar com uma familia estranha e vê-la se transformando em sua. Ter amigos de culturas extremamente diferentes, sair e voltar a hora que quiser, fazer compras pra casa, se responsável por exatamente tudo na sua vida. Foi fazer amigos - de dois minutos e para sempre-, amores- todas intensidades e probabilidades-, comer comidas loucas e se perder em trams e ferries. Foi brigar em inglês e ouvir em espanhol. Foi combinar com alemães de sair correndo do restaurante e não pagar a conta. Foi achar irmãs japonesas e namorado australiano. Foi beber ponche e voltar pra casa a pé, descalça, rindo, por mais de meia hora. Foi trabalhar no show do U2, Bon Jovi, liga de rugby, com espiadinha no vestiário dos jogadores. Foi sair de casa duas da manhã para dar uma volta no centro, depois de uma taça de vinho com as amigas. Foi ver uma cidade destruida pela enchente. Foi Opera House, um coala no colo e cangurus ao redor. Foi ir pra uma entevista de emprego de Havaianas. Foi tudo. Foi louco.
Para todos vocês, que viveram isso comigo: see you soon. E como uma mensagem que eu recebi, numa das primeiras despedidas que me fez pensar o quanto essa viagem - também chamada de sonho por uns, intercâmbio por outros - mexe com a gente: "life is long enough to find you wherever you are in this world".

Até breve, em palavras e em solo tupiniquim.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Chuvas

Achei engraçado a grande repercursão das chuvas aqui em Queensland na imprensa do Brasil. Vários amigos e minha família me perguntaram como eu estava, já que eu estou an Austrália. Lembro que a noticia era sobre uma inundação em uma cidade causada por um ciclone tropical, que levou cobras e jacarés pra cidade. Bom, isso era sim, no estado que eu estou, mas longe.
Hoje de manhã recebi a primeira noticia de alerta: Brisbane pode alagar nos próximos dois dias. E o fator principal, claro, é o rio que corta a cidade, que está prestes a transbordar. Uma cidade vizinha já alagou ontem e deixou 4 mortos e 70 desaparecidos. E agora, há minutos, minha amiga ligou dizedo que as aulas foram suspensas e que o mercado estava lotado.
Boa noticia é que moro no alto, ao contrário da minha homestay, que tem o rio de Brisbane como quintal.
Vamos aí torcer que isso passe logo...

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Um BEjo

Um beijo bem australiano, no kangaroo :D bonitho!

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Contagem regressiva

E já estou no clima de contagem regressiva da minha volta pro Brasil!
Todo mundo pergunta "já?" e a resposta é: sim, já.
Serão quase 6 meses de jornada e fico muito feliz porque a cada minuto me pego olhando para alguma placa escrito "Austrália" e já me brilha o olho, e assim aproveitei cada minuto que fiquei. Talvez ficasse um ano - não pensei em ficar mais que isso - mas nos últimos meses dei mole e não procurei mais emprego, já entrei no clima de fazer as viagens que eu queria e me mandar. Passagens para Melbourne e Sydney compradas, só falta backpack! Uma semana fora, só curtindo... por falar nisso, minhas aulas acabaram, agora são vinte dias pra bater perna em Brisbane e arredores.
Sem planos para o ano novo, já que falam que independente de onde você passa, é sem graça do mesmo jeito. Teve quem quis pular onda do mar e viu segurança pedir pra ir pra casa. Não pode beber na praia nem na rua, nem entrar no mar. Blé! Noticias em breve sobre o ano novo aussie ;)

Boxing day e compras na Australia

Relogio da Fossil, duas pulseiras e o reloginho (do meio, que vem a parte), por AUD$49
Bota Billabong, AUD$15

Bolsa Billabong, AUD$13


Boxing Day é o dia que a Austrália pára para fazer compras- como diria meu amigo australiano, é muito mais facil as pessoas dizerem "feliz boxing day" do que "feliz natal". Desci para o centro umas 8h30 e algumas lojas já tinham filas ou aglomerados de gente, mas nada que se compare ao desespero de brasileiro quando rola essas coisas.
Primeiro fui na JB Hi Fi, melhor loja de eletronicos, cds e DVDs - aliás, onde comprei meu netbook. Os computadores realmente estavam mais baratos, mas iPod que eu queria nada. 20% em cds e DVDs - super tentador - e câmeras digitais baratéééérrimas. Sony 10.1 mp por AUD$89 e uma da Sansung por AUD$39. Comprei um pen drive de 4gb por AUD$6.
Depois fui para o Mayer e David Jones. Pra quem curte roupa de marca, otimo. Dentro dessas duas mega lojas tem sessões de roupa, acessorios, perfumaria, tudo dividido por marca. Mas naquelas - uma blusa de AUD$150 por AUD$99. Inutil pra mim! Hahahahah
Depois fui para o outlet de Gold Coast- o lugar é enorme! Várias lojas, como se fosse uma mini cidade. Uma pena que a chuva irritou muito, então nem olhei tanto quanto queria,
No dia seguinte fui para outro outlet de Gold, só que de marcas de surf. Sem trocadilho, não é muito a minha praia, mas rendeu bastante.
No final das contas, a melhor coisa é já estar familiarizado com os preços antes do boxing day, pra saber se vale mesmo ou se é puro impulso.


segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Na Australia do INXS

Ontem trabalhei no jogo de cricket que teve aqui em Brisbane, no mesmo dia que o INXS iria aparecer no X Factor, um reality show que tem aqui. Pensei que ia ver reprise, mas pra minha surpresa, bem na hora do ócio, vendo o jogo boring the cricket, um dos boxes vips estava com a TV ligada no X Factor- com o detalhe que um dos caras aumentou o volume. Parece que sabia. Eles tocaram Don't Change com um dos candidatos. Ah, tão bom ver os meninos... ("meninos", tiozões pra cacete)
Hoje é 22 de Novembro, 13 anos da morte de Michael Kelland Hutchence. Cá estou na própria Hutchland, também conhecida como Austrália. Vesti minha camiseta Elegantly Wasted e sai pra aula. Engraçado andar com a camiseta do INXS aqui, porque ela chama atenção. Deve ser uns pensamentos do tipo:

a- INXS, wow! Aussie pride!
b- INXS, really? Crap!
c- Do you know what the heck is INXS, foreign?

I don't care.
O que me faz pensar é que seria legal estar aqui e ele estar vivo. Seria uma histeria. Ou não. Talvez eu nem fosse fã - como eu disse, antes dele morrer eu nem sabia da existência da banda, embora ok, eu era nova pra isso. Nem de U2 eu gostava, e o Bono tá vivo, logo...
Por outro lado, acho triste pensar que é o mais próximo que posso estar dele agora. Mas fico feliz por muitas outras coisas. Recebi uma mensagem do Richard, que foi amigo do Michael e fotografo pessoal durante anos, me dando umas dicas de Sydney e me pedindo pra avisar quando eu estiver por lá pra fazer um tour pela cidade, e conhecer os lugares "INXS".
C'mon, os beatlemaniacos tem Liverpool, elvismaniacos tem Graceland, eu tenho Sydney, que vai além da inxsmania. Acho que vou me apaixonar pela cidade, fácil, sem hutchfactor.
Consegui também falar com o John, que foi o primeiro aussie que conheci na viagem de Auckland pra Sydney, e espero encontrá-lo em Janeiro também.
Ah, sim- vou pra Sydney em Janeiro, e Melbourne também está nos planos. Dependendo dos planos, rola também Auckland- mas dependo de grana. Por eu ter feito a burrice de não ter marcado a viagem com parada na Nova Zelândia, tenho que pagar AUD$ 216 pra mudar. Facadinha, mas sai mais barato que passagem de ida e volta partindo da Austrália.
Uma semana entre Melbourne e Sydney, contando passagem, hospedagem e comida, sai em média AUD$500.

Por falar nisso... EMPREGO!

Para os aflitos e desempregados de plantão, o que mais rola final de ano é shift! Shift é emprego casual, que só rola quando tem eventos, como jogos. Aqui, por exemplo, vai rolar The Ashes, que é uma partida maluca de cricket entre Austrália e Inglaterra que dura 5 dias, e cada dia rola uma partida de 9 horas. NOVE HORAS! Exaustivo, posso até imaginar, mas a grana compensa. Trabalhando os 5 dias já dá pra tirar quase AUD$ 1 mil, que tre sustenta por um mês aqui - ou pra mim, que parto em Janeiro, uma ótima grana pra viajar tranquilo.
Portanto, vindo pra Austrália no final de ano, o melhor jeito de conseguir grana é bater insistentemente na porta dessas agências de hospitality (Bluestone, Zest, Michael O'brien) e se pendurar que vale ouro.

sábado, 20 de novembro de 2010

Menos de um mes...

domingo, 14 de novembro de 2010

Me gusta Byron Bay



Sáááábado de sol, aluguei uma van.
Pra levar a galera, pra comer... SUBWAY!
Finalmente chegou o verão! Novamente: cuidado com as casas de madeira, especialmene vindo entre novembro e fevereiro pro estado do sol, Queensland. Hora de praia, né? Chega de Roma park, The Victory, The Met, Queen street... CHEGA! (pelo menos por um instante)



Em onze brasileiros alugamos uma van e seguimos rumo a Byron Bay, em New South Wales (o estado de Sydney. Fica depois de Gold Coast e Tweed Heads.)
Nota: não pode consumir bebida alcoolica dentro do carro na Austrália. Nem na rua. Nem na praia.
Mas não precisa de alcool quando a galera é animada. A viagem leva pouco mais de duas horas, e alugar o carro foi a melhor coisa. Pra ficar dois dias, só de ônibus, sairia uns AUD$60. O aluguel dividido saiu AUD$28 pra cada, mais AUD$8 de gasolina.


Fomos no final de semana premiado: primeiro que foi todo ensolarado, muito calor, e... sem vaga nos backpackers. Sem reserva, começamos a bater em vários, inclusive numa agência que ajuda a achar de graça, já que os backpackers cadastrados já devem pagar uma graninha. O jeito foi ir pra uma cidade vizinha chamada Lennox Head- super tranquila, com um minusculo centro comercial. MUITO bem organizado, tranquilo, com cozinha, banheiro e, de brinde, um sapo que ficava pra lá e pra cá a noite. A diária normal é AUD$33, como fomos em 11, saiu AUD$26 (YHA).



Mas vamos a Byron Bay. Que cidade gostosa! As lojas, restaurantes e baladas adornam de um jeito exótico, parecendo que dar uma volta é andar numa maquete que fazemos pra escola. As pessoas também ajudam - surfistas, hippies, um povo com roupas coloridas, praianas, crazy. A praia é impecável de limpa, e no mar dá até pra ver os pés dentro da água. Quem é surfista tem um prato cheio em Byron, as ondas são demais! Muita gente surfando, mas naquelas- tem alerta de tubarão, e tem MUITA água viva.
Aqui nao pode beber nem dormir dentro de carro. Tambem nao pode beber na rua nem na praia. Ou seja...
Uma parte da galera foi pra balada, que era AUD$10 pra entrar, e uma parte - que me inclui- ficou so na parte de baixo de um "hotel", como se fosse uma pre-balada. Conhecemos um australiano louco, muito divertido, que perguntou se eu era mexicana (?). Minha amiga comecou a conversar com ele em portugues, e ele em ingles. Chorei de rir!
Bom, depois de voltar da balada pro backpack, descobrimos que, por estarmos em outro estado, o fuso era diferente- 1h a mais. Deixamos o backpack e fomos pra praia de novo, e teve quem apos comer no dia anterior Subway no almoco e na janta, tambem tomou cafe da manha la. CHEEEEGA! Hahahahah
Subimos para o farol, que tem uma visao indiscritivel da praia. Lindo, de ponta a ponta. Vale cada centavo.


quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Newsletter

Brisbane is boring?

A frase que meu professor sempre repete, por causa que os alunos também sempre repetem. Não acho Brisbane tão boring, eu gosto daqui. Incomoda as coisas fecharem tão cedo, mas resto, dá pra se virar- ok, principalmente se você tiver dinheiro. Uma das melhores coisas aqui são os parques - enormes, uma delicia pra passear ou juntar os amigos. O gás é gratuito, tem churrasqueiras, lugares cobertos, grama pra deitar e rolar, além de bancos e mesas. Aqui perto de casa fica o Roma Park. Há umas duas semanas fui passear lá num sabado e contei nada menos que 8 casamentos! Tem até limousine parada no estacionamento. Noivas lindas, com as melhores amigas como damas de honra, tipo filme. Toda última quinta do mês tem mesas com jogos de graça na King George's Square. Ah, claro- tem South Bank, nosso Piscinão de Ramos que é mega limpo e lindo. Na Queen Street sempre tem artistas de rua- alias, em toda Brisbane. Eu ADORO! Um povo bem talentoso, de criança até velhinhos. No dia do Zombie Walk tinha um cara de Joker cantando, maior cara de louco, sensacional! Aí as vezes rola outras coisas mais "oficiais", como um desfile de moda do shopping que as modelo se trocavam no meio da rua andando, e uma competição de baristas.

Festas australianas

Aí inventamos de ir numa festa na casa de um australiano, amigo do amigo da minha amiga (!). A festa era a fantasia, mas como eu não consegui nada porque 7 da noite de um sabado tudo já fechou, e decidimos ir em cima a hora, rolou só aquele look all black bááásico. Australianos são uma figura- as fantasias estavam muito legais. Teve até um menino de fada, que a própria namorada comprou a fantasia. Mega bacia de ponche, olhos e cerebros de doce, e os meninos dançando na sala com Nintendo Wii. Festa ICONE!

Melbourne Cup

Nunca tinha ouvido falar, mas ver de perto foi melhor que qualquer descrição. A Melbourne Cup é uma corrida de cavalos que rola anualmente na primeira terça de novembro. Na rua você só ve as mulheres de chapéu enfeitado com penas ou rosas, aquelas coisas bem coloniais, sabe? Tradição britânica, claro- a maior influência na austrália. Em Melbourne é feriado, e nas demais cidades às 13h50 todos PARAM (no estilo Copa do Mundo pra gente) e os cavalos correm às 14h... durante 2 minutos. Sim, todo o estardalhaço por dois minutos - ok, e também por milhões apostados. No meio da Queen Street, aqui em Brisbane, tinha várias cabines de apostas. Paramos a aula também pra ver- foi até engraçado, mas muito rápido! Todos os pubs e restaurantes da cidade lotaram para festa após o fim da corrida. Ai, australianos...

Fica a dica

- Fujam de casa de madeira. Aqui em casa, como está chegando o calor, as baratas estão aparecendo aqui e ali. GAAAHHH!
- Gatorade tá 1 doleta! hahaha A dica é: não compre nada no primeiro lugar que você vê. Quase paguei AUD$8 num shampoo que, no mercado, estava shampoo E condicionador por AUD$9!
- Pra conseguir emprego quebra-galho, procurem:

Zest
231 North Quay,

Bluestone
239 George St, level 11 - Spring Hill

Michael O'Brien
411 Vulture St, Woolloongabba

Não é dificil conseguir emprego em estádios durante jogos- foi assim que eu consegui os casuais até agora, já que nada fixo rola.

domingo, 17 de outubro de 2010

Errata

Vivendo e aprendendo...

Baladas em hoteis - fake! As baladas não são realmente em hotéis, embora tenham esse nome.

Na Austrália tudo é mais barato - fake! Quem já foi para os EUA sabe que aqui tudo é (bem) mais caro. Acabei vendo na prática, quando minha irmã foi para Miami e eu comecei a comparar. Muita diferença mesmo. MAS... dá pra conseguir várias coisas baratas, é só não se afobar. Paguei AUD$4,90 numa base da L'oreal que custa mais ou menos AUD$30. No shopping Myer Center, tem uma loja chamada Avocado. Já me acabei comprando vestido, camisa com cinto, tudo por AUD$6,90.

Só isso por enquanto.
Essa semana fiquei doente, garganta mega inflamada por causa do tempo louco em Brisbane. Rolou quase um dilúvio aqui. Tomei um milagroso remedio aqui, natual, chamado Odourless Garlic. Tiro e queda- fora que também repousei pra caramba, quase três dias de cama, mas dois deles tomando remédio errado (antiinflamatorio do Brasil).
Ah, também rolou uma suspeita de bomba num dos prédios próximos da escola, por causa de uma sacola de mercado. Pfff...
Sexta fui pela primeira vez na The Met, uma balada que fica no Valley. Gostei, embora estivesse meio vazio, tinha uma área vip só pra brasileiros, rolou até tequila de graça. Ainda tenho vergonha alheia pelos australianos bobos em baladas. E o mais legal é que eles querem que você dance com eles! Ainda não achei A excessão.
Aqui as lojas já estão entrando no clima natalino, e estamos começando a cogitar ano novo em Sydney, já que o mais dificil - acomodação - a gente conseguiu. Parece que a média de preço de passagem é AUD$89. EU QUE-RO!

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Pubs, baladas e afins

Tooodo mundo pergunta sobre baladas, então lá vai! O que eu vou falar não é o que é balada é e ponto, até porque fui poucas vezes em cada, mas é divertido relatar umas coisas que passei e vi em cada uma delas.

Unions Jack

Esse é o pub meio balada que a minha escola sempre faz happy hour, uma vez por mês, para dar boas vindas aos alunos. É um pub mas tem pista. Como é da escola já sabe né - muito oriental e a galerinha brasileira. Extremamente engraçado os japas dançando, as vezes imitando quem tá dançando mais. O legal é que os professores também vão. Da última vez ganhei uísque e cerveja mexicana e dei MUITA risada da disputa de sotaques e palavras diferentes entre o inglês australiano (que é super baseado no britânico) e o americano.
Na primeira vez eu e duas amigas japas conhecemos uns aussies, conversamos um tempão, depois chamaram a gente pra outra balada mas não podiamos ficar por causa de horário da ferry, já que moravamos ainda em homestay. Maior clima de interesse, até quando chegamos na porta da outra balada e os meninos se despediram da gente... com um aperto de mão, e um "tudo de bom". Nada de Facebook, telefone, beijo no rosto ou qualquer coisa do tipo. Engraçado é pouco.

Mustang

Também tem pinta de pub, mas é balada. As mesas são uns barris grandões. A música que toca lá é muito legal, e dá bastante aussies. Quando eu fui tinha várias pessoas de fantasias - bizarras, diga-se de passagem. Um carinha estava de cueca, com aquela placa verde EXIT na bunda; outro depilou o peito no formato de um biquini, e pra completar, pintou a tirinha que amarra nas costas. Assim, super normal, só a gente rindo.

Normanby

A maioria das baladas aqui são em hoteis, na parte de baixo. Normanby é enooorme e bem legal. Você se perde no meio de tanto homem lindo, mas depois de carimbarem australiano como bocós, é inevitável olhar e não imaginar. No primeiro andar é mais balada, e na parte de baixo é música ao vivo. Tinha um cara muito bom tocando quando eu fui, e o melhor momento foi quando ele tocou "You're the voice" do John Farnham. Essa música é velha bagarai! Da época que minha mãe gravava videoclip. Como o cara é australiano, a música é tipo um hino aqui - todos adolescentes cantam. Entre os brasileiros, acho que só eu conheço!

The Victory

Também em hotel, com dois andares- parte de baixo meio ao ar livre, com banda revezando com DJ, e a parte de cima pista e mesa de sinuca. Ontem fui pela segunda vez - primeira no meu aniversário. Bem legal, e bem cheio também. Sempre se escuta alguém que você não conhece falando português!

Down Under

Fica beem pertinho de onde moro! Também num hotel, é um pub bem pequeno mas acolhedor, onde rola as feijoadas - acho que mensais - da Hello Australia. De terça é a noite das mulheres, com homens no palquinho. De quarta é dia de peitinho molhado hahahahah ou seja, noite dos meninos.

É no minimo engraçado como o povo se comporta em balada. Assim que chegamos uma vez, um aussie veio e se apresentou pra todo mundo e já gritou "let's have a drink, guys!". Malucos. Insanos. Quando eu estava na facul, o nosso hino era "Publicidade bebe mais". Não, australianos bebem mais, muito mais. Povo vai expulso de balada, rouba bebida, derruba um milhão de copos de vidro no chão...
Agora a pior parte são as mulheres. Moda aqui é vestido curto o suficiente pra cobrir...ahm... parcialmente a bunda. Australianas em geral são lindas de rosto, parecem Barbie. De comportamento são Paris Hilton ambulantes - se esfregam uma nas outras, fazem caras e bocas, mostram tudo e não estão nem aí. O mais engraçado - ou não - é o que eu ouvi mais de uma vez: australianas não beijam na boca, é muita intimidade. Passar a mão, dar amasso é ok. E aí eu me pergunto porque falam mal de brasileiras quando existe esse tipo de mulher aqui.
Outra coisa que é terrivel aqui é gente que sai de casa pra brigar. Enche a cara e procura gente pra provocar, e sai muita briga. Toda hora, na porta de um pub ou balada, tem alguém separando briga ou alguma australiana retardada chorando. No final das contas, o perigo à noite não é assalto, e sim gente bebada. Nunca aconteceu nada comigo, mas o que quer que aconteça, nunca dê trela.

sábado, 25 de setembro de 2010

Liga de rugby

Ontem fui chamada para trabalhar num jogo de rugby no Suncorp Staduim. Todo mundo que aplicou na quarta foi chamado no dia seguinte. Tive que comprar blusa e sapato preto (alias, fica a dica pra quem ta vindo... so trouxe a calca social mesmo).
Fiquei encarregada de repor copos e dar uma ajudinha abastecendo as bebidas. Australiano bebe MUITO. Devido a lei aqui, cada pessoa so pode comprar um combo com quatro copos de cerveja por vez. Mais que isso e proibido. A gente ia enchendo os copos de cerveja e deixando no balcão, era serf-service. Depois, só pagar no caixa. Quando tinha intervalo na partida a coisa bombava. Coca com rum, vodka, cerveja... sério, australiano é muito sem noção com álcool. Como o lugar que eu trabalhei era na frente do estádio, deu pra ver um pouco do jogo. Quando um dos times fazia ponto, eles soltavam fogos do meio do campo! Muito legal. E tocou "What You Need", do INXS. Coisa linda! Nos intervalos também rolava uma bandinha tocando.
Gostei do Suncorp. Já consegui imaginar o show do U2 ali.
OH
My
GOD

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Coisinhas sobre a Australia parte 2

- Quis morrer numa loja de música que fui aqui. Tem tanta coisa do Jeff Buckley! Livro, vinil, DVD, cd... Do INXS acho que a maioria eu já tenho, e do U2 não me importo. Mas tem uns vinis lindos, sensacionais, de várias bandas.
- Achei No Line on the Horizon do U2, versao deluxe com livrinho e cd duplo por AUD$10! SOCORRO!
- Quero morrer também com as lojas de roupa. Tem muita coisa legal por até AUD$20. Ah, e muita meia calça legal!
- Brisbane é um OVO. Você sempre acha alguém conhecido, seja lá que beco você tenha se escondido.
- Quem vem pra cá TEM que ir na Typo! Sou fã numero 1 daquela loja. Já comprei um fone de joaninha, várias canetas legais (inclusive uma do Atari), meu relógio old school que sempre procurei no Brasil e nunca achei, uma ecobag que é um envelope e borrachas que são teclas do computador. O dono é o mesmo da loja Cotton On, que fica na Queen St, que também tem muuita roupa legal e ofertas de compra casada.
- Eu e outras pessoas dizem a mesma coisa: aqui a gente se cansa muito fácil e muito rápido. Ok que ultimamente andei feito um cavalo, mas há dias que não temos o que fazer e por volta das 8,9 da noite,já estamos derrubados. O que passa?
- As propagandas aqui são PODRES. Sério.
- O pessoal faz uma fila ABSURDA pra comer sushi num cubiculo que tem perto da escola. Não digo só estudantes ou só asiaticos,digo todo mundo MESMO.
- A maioria das lojas fecham às 6pm.
- Sabado a noite tem pouquissima gente nas ruas, tipo o nosso domingo. A coisa ferve mais de quinta e sexta.
- Passa muuuito rugby na TV. Tem crianças no parque com bola de rugby tentando jogar. Assiste rugby e vê se tem cabimento deixar seu filho jogar.
- Com um tempo, futebol fica meio sem graça quando você troca de canal. Cadê os caras se pegando, quase arrancando a perna um do outro?
- Falar português com brasileiros pode até atrapalhar seu aprendizado, mas nunca perca o contato com eles. Tem brasileiro indo e vindo pra Austrália, e o mesmo se aplica a trabalhos. A maioria do pessoal consegue trabalho por indicação. E mais - a maioria do povo aqui é oriental. Na hora do desabafo, das boas piadas, das dúvidas, nada melhor que alguém que te entende.


A odisseia do apartamento

Procurar apartamento em Brisbane é fácil. Há duas formas: conhecendo alguém que conhece alguém que tem uma vaga no apartamento, ou pelo www.sunbrisbane.com.
O problema é ACHAR.
Visitei vários apartamentos desde mais ou menos 1 semana e meia antes de expirar as 4 semanas pagas de homestay. Estava procurando com uma amiga brasileira, a Debi, porque a maioria dos lugares tem quarto para dividir - melhor que seja com alguém que eu conheço. Primeiro encontramos um muito legal porque tinha gente da Irlanda, Polonia, Colombia, Mexico... eram 7 pessoas. A maioria pra um banheiro. Casa com três andares. A gente até quase topou, até encontrar um outro. Era uma brasileira que estava voltando pro Brasil e estava passando o contrato do apartamento para uma turca e um brasileiro. O apartamento era lindo, ficava do lado da Story Bridge (aquela dos postais), do lado do Chinatown e do lado do Valley, onde tem todas melhores baladas da cidade. Pagamos o bond e fechamos o apartamento pra ficar. A gente se mudaria na sexta, data certinha que a homestay acabava.

BOND
Quando você entra num apartamento, 99% das vezes você paga o que chamam de bond, já que não existe fiador. O dinheiro do bond é uma garantia para o dono do apartamento ou para quem tem o contrato do apartamento. Se você zuar o apartamento, beijo e tchau por bond. Se você do nada resolver ir embora do apartamento, mesmo tendo pago as semanas que ficou, imagina a situação do cara que vai ter que pagar as próximas semanas sozinho. Nesse caso teu bond também já era. O bond varia de 2 a 4 semanas de pagamento. Ah, sim - não existe mensalidade, aqui tudo é semanal, de pagamento de contas até o seu próprio salário.

Voltando ao apartamento...
No dia seguinte que fechamos, descobrimos que o dono do apartamento não quis renovar o contrato, e queria alugar o apartamento para outros amigos. Resultado = quatro desabrigados. Isso foi dois dias antes do prazo da homestay acabar. SOCORRO! Como achar um apartamento em dois dias e se mudar?
Começamos a caça - achamos um pertíssimo de TUDO, baratissimo, e pra minha surpresa, quem morava lá era um amigo da minha sala. O problema é que era um ovo - pra secar a roupa tinha que pendurar num ferro dentro do quarto e deixar a janela aberta pra bater vento. Eu teria que dividir uma cama de casal com uma amiga nesse. Sem espaço suficiente pras malas, pra acrescentar. Um outro era maravilhoso, espaçoso, num lugar muito bonito. 5 party boys - cigarro aqui, cerveja ali, tuntz-tuntz... não, obrigada. Visitamos mais outros dois e nada, até que achamos uma casa bonitinha, só com uma tailandesa, bem perto, mas que ficaria livre só uma semana depois. Não teve jeito- não tinha mais NENHUM que tivesse as mesmas condições. Topamos.
O grande segundo problema é como passar essa próxima semana "desabrigada". Cada dia na homestay sairia AUD$30, fora passagem de ida e volta da escola. É MUITO caro. Eu quase fiquei na homestay, até que sabado vim para um churrasco dos brazucas e recebi vááárias ofertas de teto. Economizar faz bem, né? Me mudei para um apartamento com três meninos que conheci desde que cheguei, mais uma menina que conheci agora.
Me mudo sábado.
Eu espero.
Eu acho.

HAHAHAHAHAHA
ps.: comecei a entregar curriculos pessoalmente. Meda. Boa sorte pra mim!

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Infrações - flagras

Divertido - já que não é comigo - é ver a lei funcionando na cidade. Brisbane tem câmeras por todo canto, logo, se fizer alguma coisa errada, literalmente alguém te pega na esquina.
Primeiro, quando fui comprar o ingresso do U2, tinha uma moça fumando numa área proibida e ainda jogou a bituca no chão. Que animal. Multa nela, na hora.
Depois um bando de adolescente andando pelo centro. Isso não muda, adolescente é mala onde quer que você esteja. Pois bem - um menor estava bebendo cerveja e ainda com uma sacola cheia de latas. Vários policiais cercaram - primeiro viraram a ceveja no lixo, pra ninguém pegar a lata cheia depois - depois apreenderam a sacola com as latas fechadas. Multa nele, e se pegar, no estabelecimento que vendeu a cerveja.
Ai se as coisas funcionassem assim no Brazolis....

Ano novo australiano


O Brisbane Festival (festival de música) teve inicio nesse sábado, e com isso tivemos aqui na cidade a tão aguardada queima de fogos. Tão aguardada MESMO. Sai umas 5pm pro centro e em todo lugar você via gente levando cesto de comida, lençol, tenda, barraca, cadeira a casa toda. O rio estava cercado de gente em cadeiras ou no chão, esperando 7:30pm pelos fogos. South Bank, o bairro que tem a praia artificial, estava PENDURADO de gente. Impossivel caminhar. Então voltei eu e minha amiga brazuca, Debi, no Citycat (ferry). No rio tinha vaaarios barcos e navios especiais para a queima de fogos, muito legal. Uns eram simples pra passeio, outros tinham festa dentro, com mesa, comida e drinks. Na parada da ferry por centro da cidade deu pra ver bem os fogos. Foi muito legal! Super clima de ano novo. O mais legal é que os fogos na Story Bridge (principal ponte e cartão postal daqui) espelhava nos prédios ao lado. Acho que durou uns 15~20 min, sendo acompanhado pela Triple M (rádio aussie) com muita música boa- passando por Queen, Maddona, até os donos da casa, ACDC e INXS. Tocou Good Time, nem acreditei! A única brasileira que pirou com a música = eu! Hahahahaha Ah, e passou pela última vez no céu australiano um avião modelo F-111. É impressionante - é mega rápido, faz um barulho ensurdecedor, mas parece um foguete lançado no céu.
No final das apresentações o pessoal pegou tudo e foi embora. Acampar nem precisava pra realmente ver os fogos, mas vale entrar na brincadeira!
Ah, com um mero detalhe: mais ou menos meio milhão de pessoas sairam nas ruas pra ver os fogos. Todas ruas limpas depois que terminou.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Aqui em Brisbane é distribuido de graça um jornal chamado MX - tipo o Metro no Brasil (ou pelo menos em São Paulo). No final do jornal tem uma sessão muito engraçada chamada "Here's looking for you". A pessoa envia um SMS com o texto que quer publicar, sobre alguém que viu muito rápido e se interessou. Olha isso:

To Jay at KFC at the Myer Centre. The only reason I buy KFC is to see you because I don't even like KFC. Keen for a drink sometime? I think you know who I am and what I always order.
- KFC Hater

To the Angus & Coote blonde who catches the 6pm 333 from Chermside every night, your smile makes me smile.
- James

To the girl working at KFC on Tuesday night. I saw you were making my burger. Can you server me next time? By the way, I love you.
- Blondy guy

HAHAHAHAH! Seeensacional!
Aí tem uma sessão meio que João Bidu. A de hoje foi: tenho 22 anos, namoro a dois meses e a menina está falando em ter filhos. O que eu faço? As respostas:

Wear a condom (Mother Tereza)
Get her a puppy (Dog Lover)
Leave. At 22 you should be enjoying yourself. Don't throw your life away on this girl you hardly know. (Old wise one)
If you can see a future with her, stay. If not, move on. (Don't lead her on)

Um dia ainda mando, só pra ver se aparece:
Pedreiros de Riverside - prestem mais atenção quando o CityCat das 11h chegar. Vocês tem Facebook?

Banheiros e água na Australia

- Aqui não se joga papel no lixo. Desde o aeroporto do Chile eu me peguei na dúvida de onde jogar o papel. Olhei para um lado, para o outro, e a única saida foi o vaso sanitário. Quando cheguei na Australia notei que na minha casa não tinha certo de lixo. No banheiro da escola tem avisos de que é PROIBIDO jogar papel no lixo, apenas no vaso. O unico lixo disponível é para absorventes.
Bom, ainda bem que ninguém aqui usa papel Primavera ou outras lixas que temos no Brasil. O sistema de esgoto agradece.

- O vaso sanitário é separado do chuveiro. Duas portas diferentes, mais uma porta para fechar os dois. E os banheiros tem banheira. Em várias homestays é assim.

- Toda casa e espaço público tem água quente e água fria.

- Os banheiros públicos são oootemos!

- Água aqui se bebe direto da torneira. Pra comprar na garrafa é caro. O que achei legal é um squeeze que vem com um mini filtro, uma graça! Custa AU$12, e as lojas vendem refil do filtro.

- Banhos aqui - estabelecido pelo governo - é de 4 minutos. Quando eu lavo meu cabelo eu esqueço que tem governo... não dá! Pra lavar louça também rolauma economia, então sempre tem uma bacia na pia para de alguma forma economizar.


quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Eu, passando trote pro Banco Real antes de partir

Demorou mas cheguei! Sinto não ter escrito antes, mas não deu mesmo. Viver sem computador é assim... ou ERA assim - comprei essa semana um netbook basicão pra manter a comunicação, fazer pesquisas, trabalhos, procurar emprego, apto... é, a básica vida de gado do brasileiro na Austrália. Afinal, somos os bolivianos daqui! Hahahahaha mentira, boliviano aqui são os orientais. Só que mais chiques e com mais dinheiro. Mas vamos as curiosidades em geral:

VOO
O primeiro voo foi tranquilo - recebi váárias mensagens e ligações fucking crazy (obrigadaaa). São mais ou menos 3 horas para Santiago. Deixei São Paulo num avião em pleno horário de rush- 6 da tarde- e a visão lá do alto é sensacional. A city lit by fireflies.


Fui pela Lan até Sydney - espanhol prioritário. Portunhol não funciona nessas horas - espanhol dos nativos é BEM dificil! Ainda mais pra mim, que não curto. Comidinha de avião boa! Torta com uns bagacetes pra por no pão (queijo, salame, presunto) mais um bolinho de nozes. Yummy! Numa poltrona pra três, uma do meu lado foi vaga, Fui assistindo Shrek Forever (de novo). Mas sem subtitles, pra treinar de cara, né?


De Santigago pra Auckland são quase 13 horas. TREZE HORAS! Sentei do lado de um cara tapado que só dormia. Só vi brasileiros sociaveis bem mais pro fundo do avião. Tinha TV com muitos filmes legais, até games - mas e o pique? Primeiro tentei ver Rede de Intrigas- meu tédio bloqueava qualquer intenção de entender o filme sem legenda. Troquei por Billy Eliot, que tinha dublado. Chochilei. De repente chega um funcionário e desliga a minha TV- com isso eu acordei e não dormi mais. Inventei de comprar um Fon que obviamente não é FON, da Le Postiche, que é inflável. Achei HORRIVEL. Amontuei o "fon" com dois cobertores e tentei dormi. Quando acordei e olhei o mapa na TV (que mostrava geograficamente onde o avião estava), ainda estavamos acima do oceano. Faltava mais de 6 horas, e eu já tinha dormido e eacordado, SOCORRO! Torrei a bateria do emu celular até que descobri que a TV tinha cds. Fui ouvindo U2, Britney, Carla Bruni... tinha até a trilha sonora de Kill Bill e Amelie Poulain! Como já previsto, minha surpresa/entusiasmo durou segundos. Mais tédio. Vamos pular essa parte? Hahahahah
Desci do avião mas tinha que entrar no mesmo - e num é que a doida de uma brasileira que eu conheci deixou o passaporte dentro do avião, FORA da mala, jogado? Hahahaha! Nessas horas só lembro da minha mãe me repetindo 6 meses seguidos: CUIDADO COM O PASSAPORTE.Virou mantra.
Em Auckland chovia horrores. Do meu lado, meu primeiro aussie mate (mais claramente: amigo australiano). Primeiro me cumprimentou com um Hola, pensando que eu falava espanhol. Respondi Hello. HAHAHAHAH Ele perguntava uma coisa, eu respondia, o assunto morria. Ele abria o jornal, passava o olho e segundos depois, puxava outro assunto. Tá, australiano, eu falo com você... hahahahaha Depois de uma viagem de puro tédio, de Auckland pra Sydney foi fantástico. Minha desenferrujada do inglês falando com um nativo durou umas 2h .
"...the blendah"
"What? I'm sorry..."
"Blendah! Shrrrhhrhrrhrh" (imitando um liquidificador)
"AHHHH...blender!
"Yeah, the blendah"
Sotaque australiano é muito britânico. John - o rapaz meio grego, meio australiano - me divertiu como um velho amigo.
"Welcome to Sydney", ele me saudou, e eu desci do avião. Em solo australiano, enfim.
De Sydney pra Brisbane foi bem rápido. Já era sabado, eu mal acreditava. Apesar do longo voo, não dava pra acreditar que sai quinta e cheguei sabado. Na saida já vi o motorista com uma plaquinha e meu nome. Junto, um baiano e um coreano. Brasileiro quando se vê aqui parece melhor amigo. Me apresentei e cumprimentei com um beijo no rosto. Fui fazer o mesmo no coreano... "whhhhaaat, what is this?" Coreanos mal se cumprimentam com um aperto de mão. E a brasileira depravada aqui querendo se aproveitar do menino, só porque ele era modernete com o cabelo pintado. No final, estamos os três na mesma escola. E o coreano ainda fica todo sem graça quando me vê HAHAHAHAHA!

HOMESTAY
Brisbane é dividida em zonas - 1 é o centro e arredores, eu moro na 2. Pra ter uma idéias, Gold Coast, a cidade litoranea mais próxima, maomeno 1h de trêm, é zona 16. Morava com duas japonesas- Kumi e Tae- mas agora a Kumi foi para um apartamento perto do centro da cidade (que chamamos de city). A dona da casa, Judy, é um amor de pessoa- não pagamos para ter almoço durante a semana porque nesse horário estamos em aula. Ainda assim ela ajuda a gente, seja com pão e vegetais para um lanche ou quando sobra janta, levamos no dia seguinte. Ela é pintora e professora de piano. Kumi e Tae são pessoas maravilhosas - Kumi me ajudou em cada segundo, pra pegar ônibus, ferry, as tabelas de horario, tudo sobre a escola e muito mais. E ela é figura, passo o dia inteiro conversando e rindoo. Tae ficou comigo agora- ela está bem no começo do curso, eu fico ajudando ela e ensinando expressões que só conhecemos no Brasil. Ela ri o tempo todo.

Tae, Kumi e eu, após a escandalosa exibição dos biquinis tupiniquins

A casa fica a cerca de 10 minutos a pé do Citycat (ferry... uma barca), e tem dois pontos de onibus bem pertinho, com linhas que vão pra city. A visão que tenho daqui é perfeita- no fundo da casa fica o rio de Brisbane. Dá pra molhar os pés lá. Passa jetski, navio, canoa, barco. Tem vários vizinhos com barcos aqui.


Visão dos fundos da minha homestay

COMIDA
Judy, minha home mother, cozinha muuuito bem. Eu amo sal, as vezes até gosto de jogar umas pitadas, mas sem essa que comida australiana é sem graça. Comi aqui e na vizinha, nenhuma vez foi ruim (ou eu sou draga hahahah). No dia seguinte que eu cheguei tivemos um café da manhã assim: torrada com feijão ao molho por cima, com bacon e ovos. Sensacional. Lógico que eu comi- não tem graça vir pra um país diferente e comer o de sempre. Tá, só por um dia! Hahahaha
Já comi carne de carneiro, camarão, atum, frango...
Aqui tem tudo home brand- ou seja, produto com a marca do próprio mercado, e é mais barato. Já comprei várias coisas home brand e nenhuma foi ruim. Mas batata frita TEM que ser Smiths. É uma Ruffles mais grossa- uma delicia! Viciei. Tim Tam é uma bolacha coberta e recheada de chocolate, não dá pra comparar muito com nada que venda no Brasil, mas também é viciante.
Nota: duas Smiths pequena (acho que 55g) sai $2. Um pacote de Tim Tam tá $1,89. Yummy!

ps.: logo apos eu ter escrevido isso, comi uma sopa de frutos do mar que mais parecia prova do "No Limte".

TRANSPORTE
Para o pessoal de São Paulo que pega onibus como se fosse sardinha na lata, e para aqueles que ja viram corredor de onibus ou alguns terminais com previsão de chegada de onibus mais falso que nota de R$3, Brisbane é a visão do paraiso. Todas as linhas tem tabela de horários PONTUAIS. Se o próximo horário do ônibus no ponto que você está é 10h32, o onibus vai chegar nesse horário ou pouca coisa antes. Ele vai parar e abrir a porta sem que você dê sinal e vai esperar o tempo estipulado, e depois tchau. Assim como trens e ferries, todos são pontuais, e você sabe pela tabela que horário vai chegar no seu destino. Há alguns dias sai da escola às 17h30 e fui fazer compra no mercado. No final era umas 18h30. Para um paulistano isso é sinonimo de caos - pegar onibus nesse horário é a hora da morte. Mas não em Brisbane. Transito flui, muita gente mas transportes sufucientes para todos, sem atraso, raramente com pessoas em pé.
Aqui tem várias opções, dependendo do que você precisa- ticket diário, semanal ou mensal. Durante um desses periodos escolhidos você pode andar quantas vezes quiser de ferry, trêm ou onibus. Mas como Brisbane é separada por zonas, os tickets também são. Por exemplo: de onde eu moro (zona 2) indo para o centro, a ticket diário custa $3,90 - ou seja, dá pra zanzar pelas zonas 1 e 2 por esse preço o dia todo.

Gold Coast

Pra quem vai para Gold Coast, que é zona 16, o ticket sai por $21- ou seja, dá para ir e voltar de Gold e passar por qualquer lugar entre as zonas 1 e 16 durante o dia sem pagar a mais. Como eu tenho que pegar bus/ferry todo dia, vale mais o mensal entre zonas 1 e 2 (sai por $120).

OS AUSTRALIANOS
Os pedreiros na Australia são bonitos. O resto fica pra sua imaginação. Aqui tem muito ex-jogador de rugby, atuais jogadores de rugby, caras tatuados e mulheres loiras que pintam o cabelo de preto. Australianos não flertam, não adianta. No máximo bate o olho e na próxima piscada, você sai do foco. Se você começa a olhar para alguém aqui, a pessoa vai pensar que você descobriu algum segredo dela, que está com cagada ou que você é um psicopata. E o pior é que você entra na mesma neura - aqui quando alguém olha e não é brasileiro tem alguma coisa de errado. Tira o espelho da bolsa na hora e olha se não é um pedaço de alface no dente.
Fora isso, o povo aqui é MUITO estiloso. Você pode fazer a sua moda e cair na rua que ninguém vai te olhar torto ou apontar. Brisbane é uma passarela. Agora, por exemplo, a moda aqui é uma bota meio camurçada toda fofinha por dentro. Não, não é igual àquelas rampeiras que as meninas pagodeiras usam, é mais bonita. Até homem usa. Mulheres usam com calça, vestido, mini short... whatever. Muito estiloso! Estava com um amigo que está louco para comprar uma e comentamos que, depois de voltar para o Brasil com uma bota dessas, dá até para imaginar as piadas "hahahah esse aí veio da onde, do Alasca?". Nem em São Paulo, lugar mais descoladex (tipo região da Paulista, Augusta, Oscar Freire) chega aos pés da diversidade fashion australiana.
Mais um fato: australianas não sentem frio nas pernas. Já passei por dias de muito frio e nada evita do povo sair de mini saia ou short na rua. De noite então, nem se fala. Roupa de balada das australiana são vestidos colados MEGA curtos - curto o suficiente para não aparecer a bunda. De resto...

Visão noturna da ponte de Brisbane. Lindo andar de ferry a noite...

Mas o mais legal é que aqui não rola muito essa coisa de pose. O que mais tem no Brasil é gente com pose - vai comer nuns lugares que é pura aparência, 100% tédio, para mostrar o que não é para quem nem conhece. Aqui tem duas praças próximas da escola - uma num boulevard e outra logo abaixo, que inclusive tem um memorial dos soldados australianos que morreram na guerra.
Nos últimos dias vários soldados daqui morreram, então sempre ouvimos o som fúnebre (mas bonito) da gaita de foles e muitas flores ao redor dos monumentos. Enfim, voltando a falar das praças! Essas duas praças ficam tomadas de gente na hora do almoço. executivo engravatado, ripongas, estudantes, pais com filhos, todos se jogam na grama pra comer, ler um livro ou tomar banho de sol. É a coisa mais simples e mais gostosa que é totalmente impraticável no Brasil. Sentirei muita falta disso...

ESCOLA
Apesar dos altos e baixos, eu gosto da Pacific Gateway. Só dá asiatico, brasileiro e colombiano. SÓ. Como a maioria dos orientais se expressam muito mal em inglês (por exemplo, não falam a letra R nem V), resta fazer amizade com brasileiro. Até porque na escola, se você ouve qualquer piada na sala, ou qualquer descontração, é um brasileiro que faz. E mais - os brazucas são bem unidos. Pelo menos é o que eu estou notando até agora. O pessoal se ajuda no que pode e quando se encontra parece que já era amigo antes de chegar no país. Então assim, essa história de "se afasta de brasileiro" é, pra começo de conversa, inviável. Você vai passar um mês mofando se não tiver com quem sair para dar umas voltas, comentar, dar risada... e não é com os asiaticos precisamente que você fará isso. Muito menos com australianos. A única coisa que você pode fazer para não prejudicar seu inglês (esse é o motivo pelo qual falam para se afastar de brasileiros) é morando com pessoas de outra nacionalidade, mesmo que seja da America Latina. Tudo que force você a falar outra lingua é bom, afinal, é um dos principais objetivos do intercâmbio. O homestay é por nessa parte porque com uma familia australiana você pratica MUITO. É meio caro mas vale a pena.

No fundo, PGIC. Na frente, Paloma, Debi, Ivan e eu. Brazolis na grama.

Voltando a Pacific Gateway, mais conhecida como PGIC. Conheci professores muito bons, outros que não parecem ser professores, mas na maioria são bons (só encontrei um que super dá sono, o mais perdido da escola). Legal é o Chad, que só toca música boa no violão que tem na escola. Engraçado quando fomos num happy hour e conversei com ele, e disse que curtia os sons que ele tocava, como Jane's Addiction. Na outra semana esbarrei com ele no corredor, ele apontou e disse "Jane's Addiction, I'm gonna play it for you". Good memory! Hahahaha
Então... a escola tem violão para os alunos ou professores e uns sofás com Nintendo Wii. Ah, e uma mesa de ping pong. O povo super é viciado. A pior parte da escola mesmo é a internet. Nem Jesus por aqueles computadores... internet cai, ou tiudo fica lento. Como até o Greg diz, eram para estar num museu.
Ah, e por falar em Greg, a PGIC tem uns australianos rondando pela escola para conversar. Sim, conversar. Puxar assunto, falar inglês. Bem legal. Ah, e é proibido falar outra lingua. Saiu do inglês, seja dentro da escola ou nas ruas paralelas, e alguém viu, você toma cartão amarelo. Depois do amarelo vem o vermelho, depois o preto, e aí você é convidado a se retirar da escola. Dane-se se você deixou tudo pago. E isso está no contrato.

BALADA
Não sai ainda. Já rolou convites sim, mas ainda não veio o tempo. Só numa sexta que fomos no happy hour com o pessoal da escola num pub. Foi mais divertido do que pensei. A cerveja num copo gigante saia por $2,75 (Carlton Draught). Então veio o Greg chamar para umas brincadeiras alcoolicas hahahaha Primeiro tipo brincadeira do PIM, só que em vez do plim, você batia palma a cada número 3 e 6. Não multiplos, mas apenas com o final desses números. One, two...CLAP! Quem errasse, virava o copo. Compraram uns jarros de cerveja para brincar. Não, eu não errei para beber. Depois veio uma brincadeira de apostar para que não tivesse sido apontado; naqueles que fechasse um circulo contava até não sei quanto e, na pessoa que parece, ela virava o copo. Bah, nem entendi direito, mas joguei hahahaha foi legal. Mais legal ainda foi o som e a pista. Os japoneses dançando são hilários. As vezes eu tava dançando com umas japinhas e tin ha uns meninos que olhavam para imitar a dança. Tinha um japa e um colombiano hiperativo fazendo as orientais timidas passarem vergonha hahahahha
"I'm dancing with a brazilian girl, I'm HAPPY!" HAHAHAHAHA
Oh, Greg...
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