segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
Boy meet girl
Femme
2) Que essas personagens conversem entre si;
3) E que o assunto dessa conversa não seja “homens”.
Memórias da Australia, parte II

Michael Hutchence faria 52 anos.
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
2011, aprendi
O ano que passou trouxe muitas coisas que renderiam uma bela retrospectiva no estilo Globo. Mas o que levo para 2012 foram coisas que aprendi na prática, e nenhum texto do Carlos Drummond ou pseudo-shakespearinano poderia ter me ensinado melhor.
Aprendi, na virada do ano, que não adianta nenhum deslumbre para que a virada seja memorável. Você pode gastar todo seu dinheiro em uma mega viagem, ou pouquíssimo por algum motivo, mas o que fará a diferença, em primeiro lugar, são as pessoas com quem você decidir passar. O "pé direito" que dizem é isso, e não lentilhas ou roupa branca.
Foi também um ano de despedidas. Com elas aprendi que por mais óbvias que sejam - daquelas com data e hora marcada, que soltaram um sinal de fumaça ou até enganaram - nunca estarei preparada. Sempre vai doer. E que o mais importante é que, apesar da saudade, me sinto feliz. E essa felicidade acontece por todos momentos que passei e por nenhum arrependimento ou pendência. Essa é outra coisa que aprendi e, por sorte, fui fiel ao que penso: amar cada dia, demonstrar esse amor, por palavras ou por atos.
Aprendi que quanto mais longe fico da morte, mas a sinto como um "até logo", e não como "adeus". E que isso é particular. Cada um aceita - ou não - de uma forma. E que, acima de tudo isso, está o respeito.
Aprendi também sobre a individualidade das pessoas. Convivi com pessoas de diferentes etinias, culturas, idades, experiências, e que cada um desses elementos faz com que elas enxerguem a vida de uma forma, que nem sempre será a mesma que a minha, mas que me enriquecerá sempre. E que não há superioridade de acordo com isso.
Aprendi muito com as amizades, e que sim, aqui ou ali vou me magoar, me chatear, me decepcionar. Mas só eu saberei dizer quem são os amigos que quero para sempre, e quais eu não quero. Fica cada vez mais claro.
Conheci pessoas com um ciclo bem fechado de amizade e pensei que eu não era assim. Sempre gostei de fazer contatos, sempre gosto de conhecer todo mundo. Mas descobri que sou bem parecida com essas pessoas. Posso conhecer muitas pessoas, mas sei exatamente quais são passageiras e quais terei para sempre. E isso não depende de distância, e sim de pensamento.
Aprendi a respeitar meus sentimentos e minhas vontades, da melhor forma possível, para não me magoar nem magoar outra pessoa. Aprendi que quem não ama também sofre.
Descobri que quero mais conhecimento por vontade própria, e que os benefícios é só uma consequência. Descobri que gosto de estar em movimento sempre, e que dói e incomoda muito mais o ócio do que a falta de tempo, por mais que eu reclame.
E com tudo isso, descobri que durante a minha vida, tudo que mais desejei e que dependia de mim, eu consegui. E por isso, todos meus planos para 2012 estão em mente.
Que o universo conspire a favor de todos com sonhos.
segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
Início de conversa
Escolha um. Comece a conversa.
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
Insatisfação crônica
Sobre ler
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
Para copiar e colar
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
Já montou sua wishlist?
Why go
EDIT: Taí em negrito as músicas que eu queria e foram tocadas. Mais feliz num dá!
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
garfo, colher e hashi
sexta-feira, 30 de setembro de 2011
A arte democrática
Segue a matéria publicada no site da Secretaria de Estado da Cultura sobre o nosso primeiro museu de arte urbana:
Mais de 50 artistas que trabalham com grafite foram convidados a fazer intervenções em 33 colunas da Avenida Cruzeiro do Sul, em São Paulo, transformando a região em uma grande galeria a céu aberto. O projeto, que resultará no 1º Museu Aberto de Arte Urbana de São Paulo (MAAU), é apoiado pela Secretaria de Estado da Cultura e pelo Paço das Artes.
Ao todo, serão 66 intervenções artísticas de tema livre, duas (frente e verso) para cada coluna da avenida da zona norte da Capital. Entre os 50 artistas do grupo “Coletivo PHA” que participarão da ação estão Chivitz, Binho Ribeiro, Akeni, Minhau, Speto, Presto, Markone, Onesto, Zezão e Highraff. O trabalho dos artistas começa nesta sexta-feira, dia 30 de setembro, das 10h às 22h, e se estende até o começo do mês de outubro.
Além de recuperar a região, hoje degradada, o projeto visa também a incentivar o gosto pela arte urbana em crianças e adolescentes, por meio de ações educativas. Para isso, os responsáveis pela intervenção darão orientações a diretores, coordenadores e professores de escolas públicas e particulares da zona norte sobre a importância desse tipo de arte, mostrando como o grafite causa impacto nos jovens. A intenção, segundo os organizadores, é mobilizar o interesse juvenil em torno da arte.
“Reconhecer o valor da arte urbana é promover a diversidade dos olhares sobre a cultura e sobre a cidade”, afirma o Secretário de Estado da Cultura, Andrea Matarazzo.
A intervenção urbana na Av. Cruzeiro do Sul converterá a região numa galeria de arte a céu aberto e deixará o bairro de Santana mais bonito e agradável para moradores e turistas, que poderão prestigiar este novo museu da Capital gratuitamente.
Sobre o projeto
Após a interrupção de uma obra e a detenção de um grupo de artistas neste mesmo local por não possuírem autorização legal para pintar as colunas do Metrô na Av. Cruzeiro do Sul, iniciou-se uma busca incansável para transformar o ocorrido em um projeto de arte.
Binho Ribeiro e Chivitz, juntamente com o apoio do Secretário de Estado da Cultura, Andrea Matarazzo, do Presidente do Metrô, Sergio Avelleda, e de Regina Monteiro, da SP-Urbanismo, e através da produção do Paço das Artes, orgulhosamente inauguram o "Museu Aberto de Arte Urbana".
1º Museu Aberto de Arte Urbana de São Paulo
Local: Colunas que sustentam o metrô da av. Cruzeiro do Sul
Período: setembro a outubro de 2011
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
Pearl Jam 20

Se fosse necessário resumir em poucas palavras o documentário Pearl Jam Twenty, elas seriam: ainda tem ingresso para Porto Alegre?
Falo como fã, que o coração pulou mais forte e mais apaixonado depois das quase duas horas de história que não deixaram o essencial para trás. Os principais momento da banda foram mostrados com intensidade: o impacto que a descoberta do verdadeiro pai de Eddie teve nas músicas da banda; seu jeito passional ao passar desde o amor até o ódio nos palcos - e aquela cena única, onde Vedder fica extremamente puto com o segurança que não é muito prestativo com o fã bebado que é retirado da platéia. Fica nítido, também, os dois maiores impactos que a banda sofreu e - muito felizmente - se recuperou: a morte do primeiro vocalista, enquanto a banda era Mother Love Bones, e a morte de nove fãs durante um festival.
Não faltam também os momentos engraçados. A história dos integrantes individualmente, o menosprezo da banda quanto à premiações - incluindo um Grammy largado no porão e Eddie recebendo uma estatueta dizendo que aquilo não tinha significado algum. Quem não riu quando a cena do Celebrity Deathmatch, de Scot Stapp vs Eddie Vedder? E quem não abriu um sorriso junto à Eddie quando ele lembrou do dia que conheceu Pete Townshend do The Who?
Não há maior sinceridade a ser mostrada senão a própria banda no palco. Música, amor, sinceridade e respeito à própria crença - e se houvesse uma única definição para tudo isso junto, ela seria Pearl Jam.
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
Metade da água
terça-feira, 13 de setembro de 2011

sexta-feira, 9 de setembro de 2011
O que vem depois
Quando estava no segundo ano, cursando comunicação, acabei caindo naquela revisão mental se era aquilo mesmo que eu queria. Quando concluí, isso ainda ficou. A dúvida não era sobre comunicação - que é a minha paixão -, mas fiquei bem dividida entre jornalismo e publicidade. Ainda tenho esse sentimento, mas virou uma dupla cidadania, algo bem praticável.
Aí vem a escolha da pós-graduação. Oh, dúvida cruel. Me dividi novamente. Mídias sociais - algo que adoro e com que trabalho - é razoavelmente novo, e poucas são as pós que valem. Encontrei duas: uma na ESPM, fora de cogitação pelo preço absurdo. A outra no SENAC, de Gestão de Mídias Digitais. Na parte de jornalismo, recebi indicação de uma amiga: Jornalismo Contemporâneo no Mackenzie. A grade era tentadora. Mas novamente me dividir entre algo no qual já tenho experiência profissional e algo novo, que adoraria mas me deixaria um pouco perdida no mercado.
Eis que surgiu uma luz: uma pós-graduação na USP, de Mídia, Cultura e Informação. Uma soma das duas coisas que mais me dividiram nos últimos anos. Descobri um pouco em cima da hora, já que faltava um mês para a prova e seria necessário a leitura de três livros - um deles bem difícil de achar. Mas arrisquei - e passei!
Sempre vejo que uma galera cai aqui no blog por buscas no Google, o pai dos aflitos. Sim, caros, a dúvida nos seguiu, segue e seguirá sempre. Ainda mais com algo que mexe bastante com nosso futuro. Não sei quando abre uma nova turma para essa pós, mas é legal ficar de olho. Segue as matérias da grade:
- Cultura brasileira e latino-americana
- Informação e linguagem em novas mídias
- Jornalismo Cultural
- Metodologia de pesquisa em comunicação e cultura
- Produção midiática na área cultural
- Teorias da cultura
Pra quem curtiu, fique de olho no site da USP: http://www.usp.br/celacc/?q=node/13
domingo, 21 de agosto de 2011
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
A dança
Quando andava naquela pressa que nem a própria percebe, esbarrou com seu igual, que queria passar pela mesma reta. Desviou para a direita; ele, também. Tentou a esqueda, mas deu de cara com ele de novo. Última tentativa. Oras, será um espelho ou um mímico concebido por Murphy e toda sua lei? Se enfureceu, mas só durante frações de segundo, até ele dizer:
- Obrigado por me conceder essa dança.
Os dois seguiram, mas o sorriso dela ficou.
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
Eddie Vedder e o homicidio doloso
Confissão na letra de Last Kiss:
"There in the road, up straight ahead A car was stalled, the engine was dead I couldn't stop, so I swerved to the right "
Pegou? Ele virou o carro pra direita = banco do passageiro.
Depois se lamentou pela morte da namorada. Tudo papinho.
Homicidio doloso. Matou na caruda.
(por Zé Luiz, nos áureos anos de 89, a rádio rock)
