domingo, 21 de agosto de 2011

Nas últimas semanas li alguns livros bem interessantes sobre a mídia. Aí me lembrei da matéria publicada pelo New York Times, que tem enorme credibilidade:

In a way Mr. Bastos and his group are like the Brazilian musicians who more than 40 years ago mined Anglo-American pop and transformed it into the globally influential style known as Tropicalia, only this time the raw material is comedy, not music.

Rafinha Bastos comparado ao tropicalismo.
Aos que não conhece, que comprem essa comparação.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

A dança

Na pressa cotidiana, encontros e desencontros, marcados por esbarrões, pisões e outras pequenas lesões imperceptíveis ao final do dia. Exceto por uma.
Quando andava naquela pressa que nem a própria percebe, esbarrou com seu igual, que queria passar pela mesma reta. Desviou para a direita; ele, também. Tentou a esqueda, mas deu de cara com ele de novo. Última tentativa. Oras, será um espelho ou um mímico concebido por Murphy e toda sua lei? Se enfureceu, mas só durante frações de segundo, até ele dizer:
- Obrigado por me conceder essa dança.
Os dois seguiram, mas o sorriso dela ficou.


sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Eddie Vedder e o homicidio doloso


Confissão na letra de Last Kiss:
"There in the road, up straight ahead A car was stalled, the engine was dead I couldn't stop, so I swerved to the right "

Pegou? Ele virou o carro pra direita = banco do passageiro.
Depois se lamentou pela morte da namorada. Tudo papinho.
Homicidio doloso. Matou na caruda.

(por Zé Luiz, nos áureos anos de 89, a rádio rock)

domingo, 7 de agosto de 2011



There's the moon asking to stay
Long enough for the clouds to fly me away
Well it's my time coming,
I'm not afraid to die

Trecho de "Grace", de Jeff Buckley, tatuado no braço de Frances Bean Cobain,
filha de Kurt Cobain.


Sabedoria

"Na época dos senhores feudais, os casamentos duravam mais. Entre trinta, quarenta anos. Por que? Porque naquela época havia uma pressão muito grande. Hoje em dia está comprovado, estatisticamente - não sou eu que estou dizendo! - que os casamentos duram de dois a três anos."

"A AIDS é coisa do governo. Como que, do nada, surge uma doença que nunca existiu, e ela não tem cura? É lógico que tem cura! Já descobriram há muito tempo! A AIDS foi lançada para que o povo começasse a usar camisinha. Da onde você acha que vem toda essa campanha? Por que você acha que as pessoas usam camisinha? Com medo da AIDS, nada mais! Foi o meio que o governo conseguiu para fazer o povo parar de fazer filho"

Esssas e outras sabedorias foram transmitidas no metrô, por volta das 20h, por um cidadão que trazia debaixo do braço, como uma bíblia, um livro de Piaget.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Viva Watterson!


O cartunista de Calvin e Haroldo faz 53 anos hoje. Como agradecer compartilhar essas duas figuras com o mundo? O site Calvinizer faz um ensaio fotográfico seu com as caretas do Calvin.



domingo, 3 de julho de 2011

Imagem 2.0

Como poderiamos pensar em Orkut como "antigamente"? Acho que vivendo no meio das transformações em mídias sociais - e, porque não, da vida offline também - é melhor arriscar que nada é tão eterno assim. Eterno enquanto dure, não é o que dizem?
Pois é. O "seja meu fã e serei seu fã também" do Orkut virou o "me segue que eu te sigo" do Twitter. No Facebook, não exatamente da mesma forma, as pessoas "se curtem". A disputa de quem tem o pinto maior, sempre.
No offline, o carro que faz mais barulho e o que corre mais. A criança dominante, no banco mais alto do ônibus. O peito maior, o salto maior, a piada mais engraçada, a foto mais cult dos últimos tempos da última semana.
Eu diria que somos assim como as marcas. Muitas empresas investem em redes sociais porque é importante no momento - mas e o resto? Os demais atendimentos, a prestação de serviço, todo o resto falha. E as redes sociais viram o tiro no próprio pé, cedo ou tarde. E nós, com nossass fotos inteligentes e sépias, nossas filosofias em baldes trancadas em aspas - porque nunca não nossas - e nosso volume alto de amigos, fãs, seguidores, curtidores. Quem é você pessoalmente? E no trabalho? Com a familia? E num bar? E na cama?
Pintos grandes e virtuais. Só virtuais.
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