domingo, 27 de dezembro de 2009

Review 2009

Começar dieta?
Tá, tá, não vou ofender minhas amigas (e amigos!) que fizeram essa promessa. Nem revelar nomes! Hahahahaha! Na verdade, não quero prometer nem pedir nada para o próximo ano. 2009 me preparou o suficiente para me jogar numa caixa de surpresas chamada 2010. Quero agradecer. Pode ser uma lista?

- Os plantadores e colhedores de batatas, e quem faz a Caipifritas no O'malleys;
- A Elma Chips, pela Doritos;
- José Cuervo, pela tequila;
- Metroviarios que não deram solavancos enquanto eu peguei o metrô às 18h;
- Segurança do metrô, aquele que parece o McSteamy, por fazer eu me sentir uma adolescente de novo;
- Todos Mionzinhos, e O Mionzinho, que fizeram meu coração bater mais forte;
- Gui, Enzo e André- ah, rapazes...
- Darcimon, Elias e trupe, pelas noites pós aflitas orientações de TCC;
- Tio que vende pipoca com queijo e bacon na porta da faculdade, yummy yummy!

Não menos importante e grandiosos do que os acima citados:

- Amigos, colegas e conhecidos da facul, que contribuiram com meu TCC, minhas risadas e todos tipos de ajuda imagináveis. Sério, vocês são incriveis.
- Amigos de longa data, que me suportaram falando de TCC, Jeff Buckley e O'malleys durante o ano. Vocês estão vivos, né? Amo vocês!
- Pai, mãe, masterpiece of motherfucknitune phodolistic ever. Sem palavras.
- Meus professores, até os malas, foram incriveis esse ano. Obrigada!
- Nestor (ou como diria meu primo, Bestor) meu dog, sempre tão na dele, fez parte da minha vida por longos anos. Obrigado por ter exisitido. Fique bem, xuxu.

2010 será, no mínimo, um dos anos mais loucos da minha vida.
Que venha sem medo. Até ano que vem, muchachos!

Merry X-mas!

Meu pai costuma dizer que não curte o Natal. Ele lembra da mãe dele, que morreu por volta dessa época do ano. Ele faz parte das pessoas que, no Natal, lembra do que perdeu.
Alguns vários amigos são obrigados a passar do lado de pessoas falsas, que dão abraços e desejam coisas que não sentem. Esses fazem parte dos que acreditam que Natal, além de uma data comercial, é o dia da falsa moral.
Não sou a pessoa mais otimista do mundo, mas gosto do Natal. Acho que é um pretesto para ver quem você não vê há tempos, mandar mensagem quando você passou o ano inteiro tentando achar um pretesto e não conseguia, e juntar a família. Ah, a familia. Me considero uma pessoa de sorte, de verdade. Faço questão de arrumar alguma coisa e juntar todo mundo, mesmo cada um com seus problemas e perdas. E no final sai gargalhadas, gente que bebe demais, dorme demais, come, tropeça e se diverte. Esse ano tiramos um amigo secreto no valor de R$5. Se presente é simbolo e Natal é pretesto, vamos sorrir. E vamos agradecer a Deus por termos pessoas ao nosso redor a qual podemos chamar de família- seja familia de sangue ou não. A verdadeira, a que não é comprada com abraços falsos ou presentes vazios. Essa familia que eu me refiro. E que venham mais Natais e que sempre possamos brindar esse lado da vida.

sábado, 26 de dezembro de 2009

A Justiça- o caso de David Goldman parte V

E quem diria: o caso da família Goldman/Lins e Silva/Bianchi ganhou um espaço absurdo na mídia. Quem leu a matéria na piauí - eu, pelo menos - não imaginou que sairia em todas as principais midias brasileiras e, de certa forma, de maneira imparcial. Apesas dos apelos hiperemocionais (e verdadeiros) da avó do menino, a justiça fechou o caso à favor de David. Lógico- se o menino tem um pai que está vivo, nada mais coerente do que tal decisão. Sempre fui a favor disso. O problema não é o fim, é o meio.
Ninguém pode culpar David de querer o filho do seu lado, ainda mais numa data tão apelativa como o Natal, e ainda mais depois de gastar rios de dinheiro e se desgastar 4 anos sem ver Sean.
Ninguém pode culpar a avó, que conviveu quatro anos com neto, perdeu a filha e encontra suas forças nos netos, de querer manter Sean no Brasil.
Ninguém pode culpar Sean, que tem lembranças vagas dos EUA, de querer ficar no Brasil. Afinal de contas, foi aqui que ele criou vinculos, e é aqui que ele tem a única família que conhece.
Logo, a coisa mais humana seria uma transição menos traumática possivel para a criança, ao contrário do que fizeram.
Começa com o fato de ser véspera de Natal, e darem até prazo para entrega do garoto. Sedex 10? Encomenda? Ah não, um garoto. E então o consulado diz que ofereceu a garagem dos fundos, e o garoto entra pela frente, abraçado ao padrasto, que deixou o carro longe da entrada. Ah, e ele é advogado. Ah. Um advogado que poderia ter arrumado um jeito de não fazer disso tudo um circo, ou um advogado que mostraria o drama de criança a todo custo para ela ficar?
Acho que independente disso, pecaram dos dois lados. De segurar Sean com muita força de um lado, e de puxar com muita força do outro.
Torço por ele, que consigo lidar com isso da melhor maneira possivel, e pela coerencia dos adultos, que não pensem só nos próprios interesses e vontades.
Ah, agora posso tirar as aspas da justiça - pelo menos agora para esse caso.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Dia do Palhaço

Tenho medo de palhaço. Aquele palhaço de maquiagem carregada, extremamente caracterizado, praticamente não-humano, de piadas um nível abaixo do Zorra Total.
Mas aprendi a conhecer mais do palhaço após o Jogando No Quintal e Doutores da Alegria, e vi sua verdadeira face. A essência do palhaço foi perdida/corrompida, mas eles pegam suas principais caracteristicas que tornam o palhaço uma das figuras mais adoráveis que existe.
Palhaços que são palhaços não tem medo de errar. Tem alma de criança, ri de si próprio e das coisas ridiculas da vida. Conquistam com um olhar, com um gesto ou com uma simples expressão corporal. Tem brilho nos olhos e inocência por natureza. Fazem as pessoas felizes, ou pelo menos se esforçam bastante pra isso, mesmo que sutilmente.
Acho que todos nós temos, ou pelo menos deveriamos ter, um lado palhaço em si. De rir mais da vida e deixa-la mais colorida. De ser feliz.
Feliz dia do palhaço!


terça-feira, 1 de dezembro de 2009

O fim

"After de rain, comes the gain! After the TCC, comes de beer!!"

Seria um livro, uma tese, um TCC (nãããao!) falar sobre o que foram esses quatro anos de faculdade. Se eu pudesse resumir - ainda que injustamente - em uma única moral, essa seria: nada é uma verdade absoluta.
Professores conseguem dar aula, por mais que a sala seja um lugar de livre expressão sem repreensões estúpidas. Conseguem dar aula com alunos com direito de ir e vir, que cagam, mijam e fumam sem pedir e retorna no meio da aula. Você descobre que seus melhores professores da escola são os menos bons da faculdade. E descobre que existem pessoas extremamente diferente de você, seja no extremo positivo ou negativo, e que você se dará muito bem com elas e pegará um pedaço de cada uma delas. E que você sairá uma pessoa totalmente diferente do que entrou, diferente deles e também diferente de você.
Você descobre o que é beber socialmente. Se você aprender o que é se viciar é uma outra história. Descobre que quem frequenta bares de faculdade não são as pessoas mais vagabundas, e sim as que sabem que de lá sairão grandes momentos que nem pagando outra faculdade vão se repetir.
Você descobre que não tem mais a rodinha que facilita andar de bicicleta, e se realmente depender disso, você vai cair e voltar várias vezes. E a escolha é sua, entre trancos e barrancos ir com tudo e chegar onde quer, repetir o caminho ou simplesmente parar.
São tantas pessoas, tantas histórias diferentes, tanto conteúdo, que é impossivel entrar e voltar a mesma pessoa.
Foi uma delicia sair por São Paulo tirando fotos e revelar todas elas no estúdio. A peça do Auto da Barca, a jogatina, o suco de morango com leite. Conhecer Luis Mauro, Maria Tereza, os melhores professores que já tive. Conhecer a Ana, Tici, Tati, Dedé, Cris, Elo, Lu, Lucila. Saber que eu estava naquilo que eu queria, e ter vontade de cada vez mais.
Mas melhor ainda foi, como na moral que eu disse, quebrar o mito que estudar à noite é uma droga. O mito pra quem estuda de manhã é que o pessoal da noite é bagunceiro e cachaceiro. Pois bem: virei bagunceira e cachaceira então. E me orgulho disso, já que das 6 melhores agências do curso, cinco foram da minha sala. E juntando um pedacinho de cada um dela, forma uma saudade enorme que eu vou sentir.
Foi mudando pra noite que eu fiz parte do melhor grupo que eu nunca imaginei ter: a Makana, que virou Appeal. Rê, Keka... Lu e Elo mais uma vez. Não podia ter pedido grupo melhor, que além de grandes profissionais, amigos para toda vida.
Elo, a menina que foi minha dupra desde os primórdios, que projetou comigo uma empresa efeitos sonoros (hahaha!). Minha dupla de criação, que desenvolveu criações geniais como o absorvente do Bob Esponja e a promoção "Se Ela Voa, Eu Voo!". Que me introduziu (ui) aos go-go boys. A menina Yupie. Palhaça sem alça.
Lu, o menino que eu vi no Orkut antes de começarem as aulas e não quis adicionar. O que criou afinidades comigo quando eu acampei pra ver U2, e ele Evanescence. Temos dois chips gêmeos: ouvimos as mesmas coisas bizarras, não entendemos as mesmas piadas e rimos juntos sempre das mesmas coisas. Uma diliza.
Keka. Ah, menina! Quando vi que ela também tinha ido pra noite, logo pensei: "ê carai, mais uma pra querer entrar pro grupo...". Descobri uma menina engraçada, photoshopeira e uma ótima companhia pra várias desventuras. Ah, e uma fonte de grana- sou empresaria dela, se alguém quiser autógrafo, beijinho, negocia comigo, belê?
Rê foi a primeira pessoa com quem falei na faculdade. Ficamos amigas e logo no primeiro semestre, ela foi pra noite. Três anos depois, lá estavamos nós, fazendo o TCC juntas! Rê também é prova da moral da história de que não há verdades absolutas, começando pelas coisas que escrevi aqui. Renata é INCORRUPTIVEL. Até certo ponto, claro. Deixa só a gente descobri esse ponto... hahahaha!
E o pessoal inteiro do 4CCSNPP: vocês foram incriveis. E foi muito bom ter acabado nesse clima tão gostoso que acabou. Valeu por tudo.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Irã

E aí que Mahmoud Ahmadinejad veio ao Brasil e foi recebido como um rei pelo nosso presidente. Do lado, a Argenina repudiando a vinda do presidente iraniano. É, Ahmadinejad: aquele que simplesmente nomeou como ministro da defesa um cara que liderou o maior ataque terrorista do nosso continente, em Buenos Aires. Aquele que reprime, diariamente, milhões de iranianos de protestarem contra sua eleição.
Sou leiga em politica, confesso. Mas tem coisas que dão tanto na cara, que só não se enxerga por opção.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Entre anjos e demônios: Live at Sin-è


Entrei na Galeria do Rock sem muitas ambições atrás de alguma coisa de Jeff Buckley, mas procurei ainda assim naquelas lojas abarrotadas de CD's, dando preferência àquelas que tinham algumas coisas mais raras. Eis que, bem na vitrine de exposição, achei o box de Grace, que uma amiga já tinha comprado, mas em Londres. Babei. Não é que é verdade que quem procura acha?
Surpresa maior foi encontrar mais DVD's, box de singles e um outro box, chamado Live at Sin-è- como Grace, continha dois CD's e um DVD bônus. Entre muita indecião, acabei levando esse último, mas com a certeza que iria voltar depois.
Mal sabia eu que aquele seria um dos meus belos dia de cão.
Cheguei naquela pilha em casa, puxei meu som para o quarto e deixei rolando um dos CD's pela noite toda. Acordei ouvindo "Lover You Should've Come Over". Não resisti, e tive que colocar o DVD antes de sair de casa para o trabalho. Impressionante, no mínimo.
Foram poucos os registros dos shows de Jeff Buckley, mas com muita sorte organizaram esse pouco de uma forma digna. São miseras três músicas, com alguns minutos de entrevista, mas sem dúvidas o suficiente para mostrar a essência da coisa. Jeff está praticamente encostado na parede de um boteco, com uma caixa de som e sua guitarra, que o próprio afina. Só. Não é um acústico- um banquinho, um violão. Não- Jeff faz barulho, até mesmo abrindo um modesto caderno e recitando um poema de autoria própria. Parecia não estar sozinho- não é possivel que era apenas ele e uma guitarra. Talvez mil anjos e mil demônios estivessem ali do lado, fazendo de algo simples um som complexo, entre uma voz passional e uma guitarra melancolicamente pesada. Quando pensei que Last Goodbye era minha favorita, na verdade, não tinha ouvido metade do material.
E agora lá vou eu, em mais um vício. Mas vale a pena.
Queria por um trecho de Lover, You Should've Come Over, mas vai inteira mesmo.

Looking out the door i see the rain fall upon the funeral mourners
Parading in a wake of sad relations as their shoes fill up with water
And maybe i'm too young to keep good love from going wrong
But tonight you're on my mind so you never know

When i'm broken down and hungry for your love with no way to feed it
Where are you tonight, child you know how much i need it
Too young to hold on and too old to just break free and run

Sometimes a man gets carried away, when he feels like he should be having his fun
And much too blind to see the damage he's done
Sometimes a man must awake to find that really, he has no-one

So i'll wait for you... and i'll burn
Will I ever see your sweet return
Oh will I ever learn

Oh lover, you should've come over
'Cause it's not too late

Lonely is the room, the bed is made, the open window lets the rain in
Burning in the corner is the only one who dreams he had you with him
My body turns and yearns for a sleep that will never come

It's never over, my kingdom for a kiss upon her shoulder
It's never over, all my riches for her smiles when i slept so soft against her
It's never over, all my blood for the sweetness of her laughter
It's never over, she's the tear that hangs inside my soul forever

Well maybe i'm just too young
To keep good love from going wrong

Oh... lover, you should've come over
'Cause it's not too late

Well I feel too young to hold on
And i'm much too old to break free and run
Too deaf, dumb, and blind to see the damage i've done
Sweet lover, you should've come over
Oh, love well i'm waiting for you

Lover, you should've come over
'Cause it's not too late

domingo, 8 de novembro de 2009

Maquinaria 2009


Isso vai parecer um confissão de diário, mas...
É, é isso mesmo. Só não vou começar com o "querido diário".
Tudo começou há uns meses, quando fiquei sabendo que Faith no More faria show no Brasil. Acabei riscando o show da minha agenda pelos seguintes motivos:
- Ninguém se manifestou em ir;
- Seria na Chácara Jockey, lá na casa do baralho;
- Seria festival.
Justificando ao último motivo: é por causa do festival que o Franz Ferdinand tocou, o Motomix. Foi duro aguentar horas de músicas insuportáveis, me matar pra ver um show depois de estar só o bagaço, lá pelas 3 da manhã.
Então numa quinta à noite, surge Sté no MSN, me chamando para o show. E o universo conspirador dizia: não vá.

- Sexta: madrugada de salsa, aniversário de um amigo.
- Sábado: cinema à tarde, aniversário de uma amiga à noite.
- Domingo: ENADE.

O problema é que eu sabia que me arrependeria por não ir. Me joguei, como sempre. Dormi algumas horas no sábado e disparei para o Jockey às 13h. Pegamos a câmera emprestada da faculdade para fotos porque, segundo a Sté, o esquema era até de backstage. Eu ainda não estava tão crente a respeito, porque já tinha acompanhado jornalistas de credencial na pista comum. O caminjo foi fácil: um trêm para Eusébio, um ônibus e lá estavamos, muito longe da casa, num sol de torrar os miolos.
Nomes checados na entrada e lá estavamos, rumo à área de imprensa. Antes, os crachás: pirei. Pulseira de fotografo, podendo permanecer as três primeiras músicas de frente pro palco. O surrealismo de pensar que eu estaria lá, de cara com o Mike Patton, foi inacreditável.
A sala da imprensa era toda equipada, com notebooks, informações sobre as bandas, set list, acesso às fotos oficiais, além de bebida for free. Parece idiota, mas foi como estar no céu: uma misera garrafinha de água, que Deus fez questão de dar em abundância ao mundo, custava R$5. Cerveja e refrigerante, R$6. E com o calor que estava rolando, ter uma cobertura e bebida não era luxo, era questão de sobrevivência.


Mal chegamos e já chamaram para o show do Sepultura. Fui com os fotografos para a frente do palco e, cara, que sensacional ter um ângulo legal quando você não tem aquele conhecimento técnico ou uma lente hight ultra power. Pirei no Andreas Kisser. O cara toca horrores e ainda sai maravilhosamente bem nas fotos. Tenho uma simpatia pelo vocal também, não sei porque. Ainda assim, não gosto de Sepultura.
De volta à sala de imprensa, descarregamos as fotos no note e twittamos. O pessoal à trabalho ralava muito - um editando as fotos e enviando para publicar, outros escrevendo matéria, atualizando twitter... fantástico. Eu olhava para aquilo e pensava, como na letra de Jesus Jones, "there is no other place i wanna be". Desde a parte do trabalho até os profissionais com quem você acaba convivendo. Depois de quatro anos na faculdade posso afirmar que é na comunicação que eu quero ficar. E não digo isso porque ter credencial de imprensa é só maravilha. De forma alguma. Imagina você indo credenciado, com acesso aos melhores lugares, mas depois das três primeiras músicas ter que sentar na frente de um computador e se concentrar no seu trabalho, seja na parte escrita ou fotográfica? Ouvir o som rolando, talvez até a sua música favorita, e ter um prazo de ontem para entregar um material? Fora que nem sempre serão os shows que você ama, de forma alguma. No mesmo dia de um show maravilhoso você pode estar do outro lado da cidade, cobrindo um show de bosta. Nem tudo é assim tão legal. Mas ali na sala da imprensa me dei conta que, ainda que se lascando, taí uma coisa que eu daria a cara a tapa e encararia. Fiquei até mais facinada com toda a parte do trabalho dos veiculos do que necessariamente o fato de eu ser uma pessoa "vip" no evento.
Voltando a sequência, tivemos Deftones logo após de Sepultura. E taí outra sensação inusitada: ficar cara a cara com uma banda que você não tem idéia de quem seja, e não consegue gostar de uma única música quando escuta. Foi esse o caso. E as fotos, adivinha? Perfeitas.
Fomos curtir o show da pista VIP, enquanto alguns da pista normal xingavam e queria botar fogo na gente. Outro fotografo também foi pra pista, e aí mais uma situação inusidada e adorável, que eu adoraria ter uma câmera: ele pulava, vibrando com o show, e de repente parava, se concentrava e batia a foto para seu trabalho. Taí aquela situação dos dois lados da profissão, claramente.
Próxima banda: Jane's Addiction. Ao contrário do Deftones, foi uma banda que eu só conhecia de nome, peguei os sons na net e adorei. Fora o fato de que estaria cara a cara com Perry Farrel, um icone, e Dave Navarro. À pedido do próprio Perry, os fotografor poderiam permanecer por quatro músicas e voltar na última. E sério, ninguém aquela noite era mais glam, poser e sorridente do que ele. Me dei conta de que estava do lado errado quando tirei os olhos do Perry e vi que Dave Navarro estava do lado oposto do palco. Merda. Tinha um bolo de fotografos na frente dele já. Tentei a sorte. Além da sorte das quatro músicas, e de algumas delas serem longas, um outro fotografo muito fofo por sinal me colocou na frente. Na cara do Dave Navarro.
O que é Dave Navarro?
Foi só um pacto com o demônio ou o cara é o próprio Satanás? Sério, ele é hipnotizante. Fora que ele deu a mão pra gente enquanto o pessoal na pista nos amaldiçoavam pelo resto da vida. Sorte que esse tipo de praga não pega, porque o resto da noite foi perfeita. Só para quebrar o clima de extrema felicidade, assim que Mike Patton ia colocar os pés- ou a bengala- no palco, caiu uma chuva das boas. Os equipamentos e instrumentos foram protegidos e as piadas rolaram para descontrair. Mandaram até São Pedro tomar no cu. Então a chuva se foi, e as cameras disputaram o melhor ângulo de Mike, que entrou no palco de bengala e guarda-chuva, fazendo o povo pirar. Na segunda música, From Out of Nowhere, vi que era bobeira ver Mr. Patton através de uma camera quando eu podia vê-lo a poucos metros de distância. É um surto ouvir essa música de tão perto, e ver Mike e sua trupe naquela distância ridicula. Terceira música e lá fomos nós, relutantes, saindo na frente do palco. Talvez isso tenha sido mais saudável, porque saí de mim quando tocou Ashes to Ashes. Perfeita. Mike falava mais português que muito brasileiro. Além dos palavrões, ainda gritou pelo Palmeiras, ofereceu música pro Zé do Caixão e ainda disse que talvez seja a última vez do Faith no More no Brasil. "Talvez... maybe", ele ressaltou, depois do público soltar um alto suspiro coletivo.
O público não se cansava. Não tinha como. A banda intercalava músicas mais lentas com hits pesados, brincadeiras e palavrões, e ninguém mais queria sair dali. "The last one?", perguntou Patton. A resposta era óbvia: não. "Vamos todos pra casa, ahn? Precisamos descansar, estamos velhos" disse ele, assim mesmo, em português. Mas nem ele próprio fazia questão de nos convencer de que estava cansado. Fazia coreografia com o pessoal, sorria, pulava e cantava em todos os tons até cair se debatendo, como o peixinho agonizante do clipe de Epic.
O melhor estava por vir. No Rio de Janeiro, a banda tocou Falling To Pieces, sendo que não incluiu o som em nenhum set list da turnê. A gente merecia um bis desse, não? Em vez disso, ganhamos Digging the Grave. O mais irônico da situação era que eu e Sté já tinhamos olhado o set list de vários shows dessa turnê, e não tinha essa música. Qual era a nossa chance? Pedi a conta de quantas vezes a própria Sté disse o quão maravilhoso seria Digging the Grave. E mais uma vez eu digo: cuidado com o que você pede, pois pode virar realidade. E virou. Entramos em transe.
Nem os ônibus lotados e o esquema de três ônibus e um taxi, nem o ENADE e nem as poucas horas de sono tiraram esse filme da cabeça.
Bom é que as fotos comprovam que foi de verdade.
Easy like sunday morning...

domingo, 1 de novembro de 2009

500 dias com ela

Filmes podem atrair por diversas coisas- pelos atores, diretor, título, gênero... 500 dias com ela de primeira me atraiu pela trilha sonora. Smiths, Pixies, Regina Spektor. Sem contar que o diretor, Marc Webber, já produziu vários clipes, o que faz lembrar do que ocorreu com o filme Reflexos da Inocência, também dirigido por um diretor de clipes. Mas o resultado de Summer é bem melhor.
Primeiro é tentar avessar uma história de amor: o apaixonado por artes, romântico e em busca da alma gêmea é Tom (fofissimo Joseph Gordon Levitt). Quem não acredita em amor e não quer nada sério é Summer (fofissima Zooey Deschanel).
Os 500 dias de Tom com Summer não são narrados linearmente. É um passeio nos melhores e piores momentos do não-relacionamento dos dois, com direito a visão de Tom sobre o mundo quando apaixonado e quando desiludido. Sofrível, adorável e engraçado- basicamente isso.
Vale pela narração, pelo formato, pela trilha, pelos atores... vale por tudo.
Imperdível.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Jeff Buckley FAIL

Um típico dia de ida ao trabalho.
Sentei na lotação que faz o percurso do bairro ao metrô- ou seja, 90% das pessoas moram lá no meu bairro mesmo. O bairro que tem um pocket baile funk na avenida, em frete a uma administradora fechada. O bairro onde os carros passam rebaixados com funk ou techno no último volume.
Até que não é tão subestismavel quanto parece. Já desliguei o som porque o vizinho ouvia U2. na rua paralela, uma banda sempre fazia ensaios de músicas boas, embora eles já tenham se mduado. Eu sempre gostava de adivinhar as músicas que eles estavam esnaiando, já que a casa era um pouco distante.
Ainda assim, certas situações são...hmm... peculiares.
Como eu estava dizendo, estava indo para o metrô, quando um cara sentou do meu lado. Ok.
De repente, comecei a ouvir um som familiar. Eu estava ouvindo Jeff Buckley? Sério?
Como passei quase três dias sem dormir, pensei: estou delirando. Ninguém escuta Jeff Buckley in this town, exceto por minha pessoa, cinco pássaros e três cachorros.
Ou era O Enviado.
Ou o Apocalipse.
Só mais alguns minutos e eu coloquei minha cabeça no lugar- o som estava saindo de dentro da minha bolsa. Era meu celular, que deu play sozinho e estava com o fone desconectado.
Não foi dessa vez.
Fail.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Nem 5 minutos guardados...

Uma noite de céu limpo, muitas luzes iluminando uma rua talvez cheia, talvez vazia. Nenhuma preocupação, além de girar, dançar e cantar:
"É sempre carnaval no Brasil..."

domingo, 18 de outubro de 2009

Oktoberfest



Da sexta, às 23h, até terça, 1h30, rolou um compacto de excessos.
Foram cerca de 4 litros de cerveja, entre compradas e gentilmente doadas de caneca a caneca. Cerveja em todas suas formas. No copo plástico, nas canecas de metal individuais, dentro de cornetas no meio de uma multidão numa tarde ensolarada. Várias latas, dentro de um mochilão, que trafega no onibus animando uma viagem de mais de 12 horas.
Afinal, era a festa da cerveja, não era?
Uma coisa que eu aprendi é que a diferença precisa ser gritante para eu notar a diferença entre marcas e tipos de cerveja. Desculpa, sempre serei leiga, mesmo provando cervejas alemãs, brasileiras, irlandesas, inglesas, de trigo ou pilsen. São só nomes. Tudo bem, uma Guinness e um chopp de vinho eu até noto. Quem curte ou quem tem um paladar menos sem noção que o meu, deve estar achando um absurdo ler isso.
Além da cerveja, também foram quatro noites viradas. Umas com direito a algumas horas de sono, outras emendadas com café da manhã e almoço.
Banho também teve suas variações- de água, de chuva, cerveja. Isso é que é excesso de banho.
Camarão também em excesso, mas ninguém deixou pra trás. Nunca tinha visto uma conta de restaurante sai por mais de R$1 mil, mas saiu.
Alguns excessos de risada com o gaucho cruzando a fronteira, a pinga do louro doido e uma jogatina das 15h a 0h.
Essa foi a Oktoberfest.Agora é só esperar Outubro e Novembro voarem, o mais rápido possivel.


sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Aleatorio e sobre nada

É quase 1 da manhã. Uma pessoa sã estaria dormindo essa hora. Eu não.
Sinto falta pra caramba de escrever. Principalmente aqui, mas também e-mail para alguns amigos, até conversas horas a fio via MSN. São coisas pequenas que faziam parte da minha rotina e hoje estão um pouco de lado. Quando eu abro o blog, geralmente escrevo sobre coisas menos pessoais, ou quando pessoais, que sejam engraçadas ou curiosas. Hoje não. Tô afim de descorrer um "querido diário" aqui.
A greve dos bancos está um saco. De verdade. Ser um dos poucos trabalhando quando tudo para é levar o peso sozinho nas costas, e não é facil. Pior é saber que os dois lados tem seus fundamentos para reclamar. Consigo pensar como cliente e como funcionária, e vou dizer uma coisa: cansa. Cansa saber que há razão para protestar como funcionária e razão para reclamar como cliente, mas ainda assim, é como estar de braços atados. Um dia estendo comentários, mas realmente vai ficar pra próxima.
O TCC é um saco. Tira sono, sequestra a mente e a tranca a 7 mil chaves. Sou refém. Concluir será um alivio, ainda que sempre tenha o apego da vitima com o sequestrador.
Escapar de uma semana dessa ilesa é praticamente uma vitória. Me sinto merecedora de qualquer coisa- desde um chocolate, uma batata frita, até uma viagem, uma roupa, uma volta que seja. É bom respirar de vez enquando.
Então pintei as unhas de Gabrielle (aos leigos, esmalte vermelho), fiz minhas malas e espero só por mais um dia de trabalho para zarpar para Blumenau- Oktoberfest.
Deve ser putaria, deve só dar argentino e paulistano, deve dar gente bebada, deve esfriar, cair o mundo e chover canivetes. Mas quem se importa? Depois de aturar tudo que já aturei, que chova sapos. E que venha o final de semana.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Ela disse adeus

Um dia ela se cansou. As pessoas mentiam demais- diziam que era para sempre, mas partiam. Diziam que da proxima vez seria, mas todas proximas vezes passavam, e nada se cumpria.
Abriu as portas do seu armário, suspirou profundamente olhando para tudo aquilo. Era muita coisa para ser levada num ato de impulso. Pegou seu primeiro e segundo vestido favorito, algumas roupas intimas, uma blusa grossa (caso esfriasse), um par de meias (já calçava um), calças e blusas, e foi enfiando em sua mochila cor-de-rosa como se fechasse a vácuo. Arrastou a mochila para o banheiro e enfiou alguns pedaços de papel higienico, seu shampoo pela metade, tal como um frasco de perfume, que abriu e jogou um pouco pelo proprio corpo antes de jogar na bagagem. Suspirou de novo- aquilo cansava. Seria árdua a tarefa de deixar tudo aquilo para trás. Mas ali, pelo menos, estava tudo que ao menos em uma boa quantidade de malas, poderia levar. Mas e o resto? Os amigos, a familia- a parte que não a magoou- como ela levaria? Correu para a sala. Na ponta dos pés, pegou dois porta-retratos e arrancou as fotos de dentro. Alguém se zangaria com aquilo. Mas, quando visse que sua falta era maior que a bagunça que tinha feito, ninguém a puniria. Enfiou as fotos na bolsa, só que com mais cuidado do que teve com suas roupas. Pegou maçãs, alguns pacotes de biscoito, e montou um jantar num pote plástico, assim como vira sua mãe fazer. Isso também foi para a bolsa.
Ao chegar na porta e girar a maçaneta, se deu conta que as fotos não eram suficiente. Podia levar tudo: a mais profunda lembrança, todas as fotos da casa, mas nenhuma das pessoas. Se deu conta que poderia comprar tudo que tinha na mochila com o dinheiro que sabia que estava guardado num pote, no alto do armário- mas não podia fazer com que ninguém que a fizesse rir fosse junto, para entrete-la quando estivesse entediada. Ou coloca-la para dormir. Ou ensina-la algo a mais que ainda não conhecia.
Deu o último suspiro profundo, e decidiu que não precisava ir tão longe, e que realmente nada podia ser para sempre. Largou a mochila proxima a porta e saiu correndo para ser quarto. Pegou dois lençois grandes e coloridos e foi para a cozinha. Arrastou duas cadeiras para o fundo da casa, que tinha uma lavanderia semi-coberta, forrou um lençol no chão e o outro jogou por cima da cadeira, deixando um pequeno espaço para sair. Correu para a porta, buscou sua mochila e se instalou no que chamou de lar. Se sentia segura ali, no seu abrigo, o qual chamou de lar. E que ninguém ousasse incomoda-la, pois ela estava fora de casa, e nada provaria a ela o contrário. Mas ela sabia- sabia que se a chuva chegasse, estaria a um passo do seu abrigo concreto, que jamais caberia dentro de sua pequena mochila cor-de-rosa.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

MERCADO MUNDO MIX!

Olha o Bowie e a Amy ali!
À partir das 18h tem banda Heroes do cantor e ator André Frateschi e Miranda Kassin fazendo os sons da Amy Winehouse. Além das coisinhas que fazem todo mundo arregaçar a carteira.
Bora?

www.mercadomundomix.com.br/

Pocket night

Resolvi listar-se não me esqueci- todo lugares que já fui aqui em São Paulo.
Alguns com muita frequencia, outros uma vez pra nunca mais, e ainda alguns que não conheci muito bem. Alguns podem ter sido escolhido por sorte, outros por azar.
Classificações:
# Não pretendo voltar.
## Um dia eu volto.
### Sempre volto!

Primeiras e grandes impressões, lá vai:

O'malleys- o pub mais pub de Sampa, com comida (muito) boa, várias bebidas e som melhor ainda. Literalmente seu slogan: your home away from home. ###
London Station- lugar bem bonitinho, com banda ao vivo. Sem muito o que comentar já que só foi uma vez, há muito tempo e era aniversário de uma amiga. ##
Bubu- melhor som de São Paulo, melhor lugar para dançar (com três pistas com estilos diferentes). Público sem frescura- é GLS mas tem heteros, pra dançar e perder a noção da hora. ###
Boca- recomendável para o público GLS + pessoas que não se importam para infra-estrutura ;D entendeu?#
All Black- Pub bonitinho e caro na Oscar Freire. Sem mais. (fui perto do Carnaval, estava vazio, fiquei mais ou menos uma hora e fui embora). ##
Biroska- Você tem aproximadamente 50 anos ou curte a idade? Curte forró e sertanejo de primeira? Vai lá, amigo. #
Paddy's Pub- De pub não tem nada, então não acho legal o nome. Lugar, pessoas e som razoável. #
Morrison - Pra quem curte rock, é onde tem as melhores bandas. E depois da banda, rock pra dançar. Pra quem realmente curte. ###
Alibabar- É bem pequeno, mas consegue ter banda, dança do ventre, sofas e lugar pra dançar. Rola narguile e sete véus. ##
Ebano- Musica boa pra quem curte eletronica "conhecida". Pessoas bonitinhas, ambiente bonito. Primeira pista, sossegados. Segunda, dancers. ##
Lanterna- Ambiente legal, pessoas bonitinhas- um longo corredor com musica ao vivo e, no fundo, pista de musica eletronica. Curti. ##
Happy News- Eu pelo menos não espero ir numa balada pra ouvir Charlie Brown Jr. E você? Lugar estranho. #
Bleeker St- Ambiente muito bom, pessoas agradáveis. Vá para reservar uma mesa e curtir com os amigos, e irá adorar. ##
Clash- Balada para moderninhos que curtem eletronica. Pessoas que não curtem dançar mas adora fazer pose. Testei duas vezes, quinta e sabado, a mesma coisa. #
Bourbon St- Fui de domingo, dia de salsa, merengue. Lugar lindo, pessoas que amam dançar e curtir o som. Ja foi palco para BB King e Joss Stone, precisa dizer mais? Amei. ##




quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Happy Birthday to... me \o/


Aniversário pra que?
Serve pra ficar com raiva de quem não foi no seu aniversário e dar bolo (sem trocadilho) no aniversário dessa pessoa. Serve pra reparar quem não ligou, nem se lembrou, e usar isso como a última gota d'agua para você cortar relações com o individuo.
Ou serve como pretesto para juntar o povo e se divertir. Pretesto pra ganhar coisas legais, ter regalias e sair na frente, ser cara de pau, pedir alguma coisa e soltar a frase "vamos lá, hoje é meu anviersário, vai!". Receber zilhões scraps, trocentos e-mails, dezenas de ligações (com o celular desligado, duh!), ressussitar pessoas, ser VIP nos lugares. Notar que você está crescendo, crescendo, e que algumas coisas que você sonhou quando era pequena podem finalmente se concretizar.
Então, aniversário pra que? Pra notar que você tem 22 anos a menos ou que está 22 anos a frente? Aniversário para comemorar o que foi e o que vem pela frente.

On the road, with no destination.
It was a beautiful day.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Modernidades...

Duas coisas que não entendo: Crepúsculo e Lady Gaga.Pode me explicar dez vezes porque essas duas coisas são febre que eu não vou entender. Crepúsculo eu já expliquei porque eu não entendo. Agora Lady Gaga....
Bom, sabe como o mundo está, hmm, "liberal", digamos. Chegamos a comentar, entre amigos, que um dia, talvez - assustadoramente- na época de nossos filhos ou netos, que ser hetero será a coisa mais quadrada que existe. Pessoas com roupas, estilos e atitudes estranhas existem numa quantidade tão grande que não nos espanta mais. O que mais pode acontecer, o que mais podem criar? É uma verdadeira caixinha de surpresas.
Madonna, na sua época, revolucionou. Mostrou a evolução da mulher, a ousadia, a libertação- e libertinagem- que muitas mulheres reprimiam. Os sutiãs queimados. Pois é.
Então, voltando ao presente, Lady Gaga é a mulher da geração que inovou? Será porque ela diz ser hermafrodita- claro, porque ser bi já é brega- ou porque ela veste roupas mais exagerada e ridicula do que qualquer ser humano em sã consciência?
Não me diga que é pela música, por favor.
É muito holofote pra nada. E mais uma vez, eu não consigo entender.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Wild Horses

Do coração...

Intercambiando

Parte II: conhecendo

Apesar de ouvir de quem já teve a experiência européia que o continente é o melhor e que é pra lá que eu deveria ir, tem pesado bastante minha escolha pela Austrália. Tem algo me puxando pra lá. Andei lendo sobre as cidades pra tentar focar em uma, mas está dificil. Perth é simplesmente do outro lado das principais cidades do país, apesar de falarem muito bem de lá e de, aparentemente, ter menos brasileiros que as demais cidades. Um chute, por exemplo, é de que leva mais de um dia pra chegar em Sydney. Não curti. Melbourne é a segunda maior cidade, meio que cidade alternativa pra quem não quer cair na "cidade grande", "São Paulo style" Sydney. Achei legal. Me interessei bastante por Brisbane, que é litoranea, bem desenvolvida e menos caotica que as duas últimas. Ainda assim, tem chão pra pesquisar ainda.
Minha primeira idéia era pagar por um mês um curso e me virar por lá. Agora estou considerando seriamente passar alguns meses, conseguindo um emprego por lá, claro. Realmente acho que me arrependeria de fazer um simples bate-e-volta de um mês, ainda mais não tendo nada que me prenda aqui. Nada que eu digo é filho, marido, faculdade ou emprego. O resto sempre conta, mas dá pra esperar.
Dá coisas de saber que ano que vem está logo aí. Já fragmento um pouco dele nesse ano. Por exemplo, tirando meu passaporte.
See ya!

Twestival SP 2009

O festival para os twitteiros será no Espaço Gafanhoto, o mesmo que a Revista Pix faz seus eventos. A festinha será em prol dos Doutores da Alegria, e a camiseta do ano será essa- fofissima, por sinal:

Mais info:

BALADJINHA - Quem vai agitar a balada serão os DJs Mau10, Miss Cloud, Murilo Cardoso e PopErotico, e, pra acompanhar o som, o VJ Paraná vai fazer projeções em vídeo.

COMIDA E BEBIDA - Dessa vez, os comes serão gratuitos, oferecidos pelo pessoal do Big X PICANHA . Já os bebes (breja, refris, água) serão pagos (2 reais).

Tudo isso dia 11/09 à partir das 19h30.
Acho que esse ano com a popularização do Twitter a arrecadação será maior, né? Tomara!

domingo, 6 de setembro de 2009

Só pra não perder o hábito...


Michael always used to have his finger on the end of her (Tiger) nose and you'd say 'What are you doing?' and he'd say 'Trying to stop her nose from getting as big as mine'."

Sai de perto!


Pela segunda vez durante esse periodo meteorologico cretino, estou com gripe.
Agradeço, em primeiro lugar, ao ar condicionado do trabalho. Nada podia me ajudar a chegar onde estou se não fosse ele.
Respirar pra que, afinal? Sentir cheiros? Nunca!
Sentir cheiros é trágico. Qual é o apse da participação do olfato na vida de uma pessoa? Sentir cheiro de gás vazando- algo vai explodir; cheiro de comida queimada- sua mãe vai explodir; ou gases- alguém explodiu, de fato. Olfato é mensageiro ambulante. Não preciso dele.
Agradeço também por ter gripe pois as pessoas se afastam de mim, nessa áurea época de gripe suina. Um espirro, e todos te olham como a pessoa que pegou a radiação da bomba nuclear. Não cheguem perto! Claro, eu sou muito mais suja do que o ferro que vocês e mais 10 mil pessoas diariamente seguram nos metrôs e ônibus. Porque todos que seguram no ferro usam alcool gel.
Em poucos meses, as pessoas gripadas serão tratadas como o George, o funcionário da Monstros S/A que foi depilado inteiro porque veio com uma peça de criança no corpo.
Pelo menos em vez de eu gritar "vai descer!", ou perdir licensa, é só espirrar.

Abra-te, Sesamo!

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Momentos filme

Além de ver personagens nos outros, também vejo filmes em certos momentos. É mais forte que eu.


"Eu tô com um pênis na cara, não tô?"
10 coisas que eu odeio em você

Essa é bem comum- você está na andando numa boa na rua e de repente parece que as pessoas estão te olhando estranho. Num péssimo dia, você acha que tem alguma coisa borrada no rosto, ziper aberto, alguma piada colada nas costas ou algo do tipo. Num dia melhor, você se acha demais. Mas o fato é que as pessoas estão te observando demais, curiosas demais a seu respeito. E então você pensa "eu tô comum pênis na cara, não tô?". Não é possivel...


Show de Truman

No mesmo sistema de mania de perseguição, chega o Show do Truman. Você é o próprio Truman Burbank, vigiado por todos. Parece que o mundo é um cenário, que as pessoas são figurantes e certos momentos da vida só podem ser armado por algum diretor que nos move como marionetes. E vou mais além: parece que as vezes sai uma nuvenzinha da cabeça com nosso pensamento- alguém já teve a impressão de estar pensando algo e alguém proximo estar vendo tudo? Medo! Eu vivo no Show de Truman.


"25...e te compro um chapéu novo. Um bem grandão... comodoro"
Piratas do Caribe

Nos momentos de barganha, por mais raro que você pense que seja, eu lembro da negociação entre Jack e Barbosa.

Barbossa: I want 50 per cent of ye plunder.
Jack Sparrow:15.
Barbossa: 40.
Jack Sparrow:25.
Barbossa: [considering]
Jack Sparrow: And I’ll buy you the hat. A really BIG one… Commodore.


"I'm sorry"
Friends

Depois desse episodio de Friends, minhas aspas já não saem da mesa forma! HAHAHAHA
Primeiro que eu peguei mania de fazer aspas com os dedos. Depois de Joey, que não sabe o que é isso, fica ainda mais divertido. E para os que conhecem Joey, adoro dizer "i'm sorry".

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Esmalte and the City

Depois da declaração de amor do louco, hoje comprovei que a Radia Leste é mais do que uma conhecida pra mim.

Esmalte descascando é nojento. Principalmente vermelho. Até os homens estão cuidando mais das unhas do que eu. Pois eu, com minha mania de pintar as unhas de vermelho escuro (esmalte Carmim com Beterraba, fica a dica), acabei excedendo o tempo e ficando com unhas de mendiga. Sei que um dia, quando eu olhar para os mendigos, coitados, verei que a situação da unha deles está melhor que a minha. Enfim...
Nojento. Pior que isso é saber que você tem acetona em casa e não encontrar. Depois de encarar o mundo pelo primeiro dia com o esmalte descascado, resolvi passar numa farmacia antes de ir para a faculdade. Quando peguei o ônibus na Radial, aproveitei alguns minutos dentro par tirar o esmalte. Uma mão completa- ufa! Mas o ponto chegou, e a outra ficou pela metade. O algodão estava molhado ainda, tive que aproveitar.
É, rapá... a grande proeza de tirar o esmalte em plena Radial Leste, esperando o farol fechar. Com vento e tudo. Pessoas e tudo. Carros e tudo mais. Vai, eu devo ter divertido uma meia duzia de gente que deve ter comentado "nossa, hoje tinha uma menina tirando esmalte da unha lá no meio da Radial". Aí o proximo comentaria "nossa, tinha uma menina fazendo a unha na Radial". O seguinte, mas nunca último, deve ter acrescentado o cabelo e uma chapinha portatil no assunto. Não importa- é legal fazer as pessoas felizes. E eu também, que já não aguetava o borrão descascado. O ruim é que as luzes da Radial não ajuda pra ver como que ficou. Tive que fazer o retoque na sala de aula- quando a aula já tinha acabado, claro. Enquanto eu tirava o resto que borrou na mão, duas meninas da nossa agência perguntavam coisas do TCC pro professor. E eu, enquanto tirava o resto, tricotava com meu amigo. No final das perguntas, ele perguntou sutilmente:
- Vocês são da mesma agência?
- Sim- respondemos.
Ele sorriu e guardou qualquer outro comentário para si.
Me deixa ter um dia de vaca-futil, por favor? E observe atrás das cameras antes de lembrar de mim pela garota que fez a unha na Radial.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Diálogos

- Ei, moça. Me arruma um trocado pra eu pegar o trem?
- Ih, não tenho mesmo, uso só bilhete único, tô sem moeda.
- Então troca, me dá seu bilhete único e fica com as moedas- ele mostrou o que era, no máximo, 50 centavos. E meu bilhete escolar com a quota do mês inteiro.
Fiz cara de simpática.
- Não vai dar.
O farol não abre. As pessoas ao lado finge que eu sou invisível.
- Oh... moça? Eu te amo.
E aí, é a agora que eu sou assaltada? Geralmente as pessoas não consolam a vitima dizendo que ama antes de pegar a bolsa e sair correndo, né?
Ou pior: era um louco, que iria se abraçar comigo e nos jogar no meio dos carros da Radial Leste. E eu que queria tanto me ver formada...
Então ele deu algumas risadinhas, ainda tentou chamar mas, pela força maior, seguiu outra rota. A rota das pessoas que "não me viram". Deve ter encontrado outro amor por lá.

Video: o strip-tease do cozinheiro

Em breve...

Improdutividade

Uma das coisas que mais me incomodam é improdutividade. Quando você está com o tempo livre e pensa em qualquer porcaria, menos em produzir algo realmente necessário.
Você revira Youtube, assiste filme repetido, seriado inútil, pensa em coisas impossíveis, planeja o implanejável, limpa a casa, brinca com o cachorro e, então, vê que o dia acabou. E tudo o que você fez são coisas que em alguns dias, ou até mesmo minutos, significarão pouco.
Daí, pulando para coisas maiores, fico pensando nos dias vagos, como finais de semana, começo de dia, ou dias sem aula. Se poderia estar voltando o alemão, tocando violão, fazendo academia...
Mas só penso.
Preciso desatrofiar. Really.

Notas

- Meu lado geek se divertia horrores com todas piadas na net sobre o desaparecimento do Belchior. Esse era um dos sites legais: http://cadebelchior.tumblr.com/. Só que o Fantástico, muito sem graça, já achou e até entrevistou o homem. Nem deu tempo de brincar direito, droga.


- Esse video acima é de uma música muito legal do Midnight Oil, chamada "Surf's Up Tonight". Sou suspeita em dizer porque adoro a banda. Ouvi essa musica na programação da Mit Fm, pra variar. Amei. O vocal parece um Blue Man, mas não é.(Procurem também por "My Country")

- Olha o tempo doido aí, gente! Consegui ir de chinelo e blusa de alça pra faculdade hoje. E aí, a felicidade dura quanto tempo?

- Mr. Big (Chris Noth), está aqui em SP City. Ai, o complexo Bradshaw mais uma vez, falando bem alto...

- Em cerca de dois meses eu não estarei de férias. Eu simplesmente ME FORMAREI! Ainda acho isso muito louco.

- Minha amiga linkou uma exposição de fotos de São Paulo que está rolando lá pela Av. Ibirapuera (http://tinyurl.com/nk9l2g). Um dos meus sonhos é fazer uma penca de fotos de Sampa City assim. Lindo.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Sem noção

Um sinal de que o dia não tá legal é quando, só no percurso de casa ao ponto de ônibus, uns 2 minutos, você já está metade encharcada. Problema com o tempo, obviamente, porque não lembro a última vez que ficamos sem chuva ou frio- quase um "chove mas não molha"- aqui em São Paulo. Mas o problema de hoje também foi o ponto de ônibus, depredado. Alguém estourou uma parte da cobertura do ponto. Já não temos muita coisa por parte do serviço público, pra que quebrar o pouco que está aí? Ah, vai quebrar seus copos de requeijão em casa! Como se quebrar um bem público fosse ajudar na politica.
Ah, a politica...
Não sei o que mais enche o saco- não enterrarem o Michael Jackson ou enterrarem eternamente os atos "secretos" do Sarney. Aliás, estou farta de noticias velhas. Que todas televiões que estiverem ligadas na Retrospectiva de 2009 da Globo queimem e explodam.
Pior é que já é madrugada e a chuva continua. Diabos! E dizem que dormir com o barulho de chuva é bom... me diz, o que faço eu aqui? Lendo noticias velhas, twitter, textos. Doce férias.
Não faz sentido estar aqui. Mas também não faz sentido terem quebrado a cobertura do ponto de ônibus.
Aliás, o que faz sentido?
Dormir, eu acho. Vou ali descobrir, então... até.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Volta às aulas

Atrasaram as aulas em uma semana devido a gripe suina- pra que? Pra que mais gente pegue a gripe e se aglomere na sala? As medidas de segurança são estranhas pra mim. Mas de qualquer forma, desfrutei já a única semana que as férias da faculdade coincidiram com as do trabalho e cá estou, na primeira semana de aulas. As férias fizeram muito bem, diga-se de passagem. Mas sabe, até que curto voltar as aulas. Reencontrar meu amigos, rir das piadas de sempre, fazer piadas novas e desatrofiar o cérebro. Ah, e encontrar novas passagens secretas da faculdade.
Acho que vou sentir falta disso. Foram as últimas férias, pelo menos dessa graduação, e da próxima vez já será permanente. Só quatro semanas de aula e mais alguns dias de frios na barriga e diarréia antes da banca final e tudo estará acabado.
Enquanto isso, quero aproveitar cada dia, inclusive da minha carteirinha pra pagar meia.
Back to work, fellows ;D

domingo, 9 de agosto de 2009

Intercambiando

Parte I: A dúvida.

Minha primeira idéia séria para intercâmbio aconteceria nesse mês de Agosto, durante minhas férias do trabalho. Notoriamente não deu certo. Motivo principal: dinheiro.
Tem todo aquele lero de que você deve trabalhar naquilo que você gosta, que não adianta você ter dinheiro e não ter felicidade- pois bem, a verdade vaga entre esse conto e aquele de que só dinheiro traz felicidade. Não sejamos extremistas. O conto de que é necessario abrir mão de uma coisa para ter outra, esse sim é verdadeiro.
Entre esse abre e fecha de mão, ano que vem vou fazer o que já penso há muito tempo- intercâmbio. E aí quando as coisas ficam mais sérias, chegam as dúvidas.
Primeiro- que país escolher?

Austrália

Desde minha primeira idéia de viajar para fora do Brasil eu cogitei ir para a Austrália. Sim, começou com minha doenza chamada Michael Hutchence e terminou comigo conhecendo alguns australianos, a cultura, o clima e me apaixonando pelo país.

Irlanda
Se a Australia é por causa do Michael, a Irlanda é por causa do U2? Não exatamente. O que acontece é que a Irlanda está na Europa, o continente mais legal e acessível a diferentes países economicamente. Acontece também que além da Irlanda, para fazer curso de inglês na Europa só tem Malta ou Inglaterra. Malta é uma pequena ilha lá na ponta da Itália, não tem nada que chame atenção e fica perto de países que não me interessam. Inglaterra tem a moeda mais cara ever: libra. Como ainda assim seria uma delicia conhecer Londres, nada melhor que ficar na Irlanda, lá perto, e gastar em euro.
Ah, vamos juntar o fato de que o Pearl Jam pode estar em tour ano que vem, assim como o U2. Ops.

America do Norte fica por ultimo, mesmo com o amigável Canadá.
Deu pra notar qual a minha preferencia, eu acho.
Depois de andar toda Paulista em cada agência de intercâmbio, é quase certo que a minha escolha seja a World Study. Ela ganhou pelo preço, atendimento e bons feedbacks.
Fica aí a dúvida do local e do tempo que eu vou ficar, ainda mais por causa da variação cambial doida, gripes doidas e coisas doidas que insistem em nos surpreender.
Cambio desligo.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Entrevista II: Camila Massoni

Uma bonequinha de pano que ganhou vida e se transformou numa mulher inteligente e independente,
que abre latas sem precisar de um abridor. Essa é Camila Massoni.


Nome: Camila Massoni
Eu pareço muito racional
Mas na verdade na maioria das vezes preciso me puxar de volta pro chão


Filme que...

Me fez chorar: "Em busca da terra do nunca", "Na Natureza Selvagem"
Pensei que era ruim, mas adorei: "A garota ideal"
Pensei que iria adorar, mas achei uma bosta: "Crimes e pecados"
Todo mundo gosta, menos eu: "Um amor pra recordar"
É, chorei vendo: "Apenas uma vez", "Minha vida sem mim", "A vida secreta das palvras"
Primeiro que vi no cinema: "Zoando na tv"
Queria ter visto no cinema: "A rosa púrpura do cairo"
Queria ter vivido a história: "Rebobine,por favor"
Tem o melhor personagem: "Zelig"
Se eu fosse um filme, seria "A rosa púrpura do cairo"

Férias, doce férias

Graças à gripe suina, essa é única semana que minhas férias do trabalho coinscidem com as férias da faculdade. Também coinscide com a semana que eu não tenho absolutamente nada para fazer.
Começando as férias bem, me entupi de Friends e cortei meu cabelo pela terceira vez em... um mês, eu acho. Meu amigo disse que, quando eu voltar para a faculdade, já estarei careca. Acho que me tornei uma pessoa hiperativa por não ter nada para fazer. Aliás, nada na teoria. Tenho um TCC imenso pela frente mas não me vem nenhuma ideia enquanto eu não voltar às aulas e tomar um tabefe moral de algum professor.
Voltando à Friends, sempre que eu olhava para a série pensava que nunca terminaria, por ter 10 temporadas. Surpreendentemente, acho que termino tudo esse mês mesmo- sobrevivendo a todos spoilers, já que a série acabou e eu convivo com várias pessoas que já viram tudo ou viram partes e contam acidentalmente.
Amanhã pretendo ver Inimigos Públicos- DEOS, não é sempre que se tem Johnny Depp e Christian Bale dividindo as mesmas horas dentro de uma sala de cinema, né?
E hoje meu destino é por aí. Não dá pra ficar tanto tempo assim dentro de casa, mesmo com a internet. Mesmo com toda sua infinidade, minha atenção é curta e finita.

"Uma vez que se aprende a viver o caos a tranquilidade torna-se um inferno."

Ciao!

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Cronicas do frio

Sempre gostei do frio. Acho que as pessoas se vestem melhor- ou melhor, acho que as pessoas se vestem, o que já é uma grande vantagem. Acaba rolando um clima meio londrino, com casacos grandes, cachecois e botas. Café e chocolate quente, edredom, filmes... vai até para um lado romântico, já que curtir o frio com alguém garante um dia aquecido.
O problema é que o frio em São Paulo já está me irritando. O primeiro e principal motivo é que São Paulo não sabe esfriar. É frio de manhã, morno à tarde e mais frio à noite. O sol sempre sai disfarçadamente para rir um pouco dos pobres humanos que não sabem se deixam ou tiram a montanha de roupas que levam para garantir uma vida saudável ao longo do dia.
Tem como não ficar doente? Coloca roupa, tira roupa... uma hora o vento gelado vem e já era.
Fora que já estou me sentindo uma matryoshka (foto). Já sinto falta das minhas peças de verão, de me sentir mais leve e menos balão, que mesmo como um balão, não voa por aí- pelo contrário, capota e sai rolando igual aquelas Olimpiadas do Faustão.
Ok, eu já entendi que não nasci pra viver em constante frio. Dá pra voltar o calor agora?

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Febre e delirios

Quando você fica com 40 de febre é mais ou menos assim...

Eu era um cara com minha banda- tudo preto e branco, uma audição do tipo "Idolos", mas só eu, minha banda e uns três jurados. Tinhamos o look dos Beatles- cabelo liso com aquele corte sessentista, terno e gravata. Comecei a dançar e cantar, mas a banda não se manifestou. Olhei para trás- estavam lá, parados, olhando pra mim. "Ora, toquem, seus idiotas! Ah, é isso? Farei isso sozinho? Ok!" Continuei dançando e cantando "That Thing you Do", e uma hora ou outra a banda resolvia tocar. "Babacas", pensei. O bom é que conseguimos resultados positivos com a apresentação, e iriamos para outra cidade. Enquanto isso não acontecia, parei numa banca de jornal e pedi um cigarro. Ora, não fumo! Pra que o cigarro? Vamos pedir um de menta então. Estava com um formato entre charuto e cigarro, mas tudo bem- logo me atentei a outra coisa que estava um pouco acima da minha cabeça. Era uma revista, com fotos e destaques para noticias quentes sobre as pessoas da faculdade. Mas que diabos!
Entrando no avião, uma supervisora (nossa, de escola?) muito feia, alta, nariguda e velha entou no avião para tentar deter alguém, mas não deu certo- o avião decolou antes que ela pudesse achar as pessoas. Assim que senti o avião levantar voo (inclunou pra caramba), umas três galinhas voaram frenteficamente pra calda do avião, devido a inclinação. Pela cara da supervisora, era aquilo que ela procurava.

Pouco depois, acordei.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Aos amigos...

... vocês sabem quem são.

Loucos e Santos
(por Oscar Wilde, enviado pela @csaaderocco)

Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila.
Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante. A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos. Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo. Deles não quero resposta, quero meu avesso. Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim. Para isso, só sendo louco.
Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças. Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta. Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria. Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto. Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos. Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça. Não quero amigos adultos nem chatos. Quero-os metade infância e outra metade velhice! Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou. Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que "normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril.

domingo, 19 de julho de 2009

Os Reis Preguiçosos




O frio de 13ºC não impediu que centenas de pessoas saissem de suas casas com a familia- o que inclui cachorro e até violão- pra encher a frente do Museu do Ipiranga. Todos aguardavam ansiosamente até alguns músicos coloridos passarem entre as pessoas e anunciarem o que o espetáculo estava começando. Lá no alto do Parque da Independência, os carros alegóricos começavam a surgir, cada qual com seu rei, que repousava folgadamente enquanto o carro era puxado entre o povo. Os seis carros desfilaram num cortejo, cada qual com sua beleza. Um era um grande aquario com liquido verde e um peixe de ferro; outro, puxado por zebras, trazia um rei muito alegre que puxava as pessoas para dentro de sua carruagem. Logo mais chegava outro, com um rei sentado no alto e um ritmo empolgante de sanfona. No chão, cada carro tinha seus representantes, fosse algumas bruxas malucas ou um casal de caveiras gigante e simpatico.
Saindo dos carros que passavam pelo cortejo, havia um grupo com uma vaca leiteira. Uma vaca? Bom, era ferro torcido com um rabo de corda na ponta e tetas. Recrutaram uma moça e fizeram com que ela sentasse e ordenhasse a vaquinha, cujo leite seria servido ao rei.
Depois de muita música e festa, o cortejo chegou ao palco principal, onde um mobile humano foi formado.
Esses foram o grupo Transe Express da França, com o espetáculo "Os Reis Preguiçosos". Como um daqueles entretenimentos que você vê por video acontecendo em outro país e reclama "por que isso nunca tem aqui?". Ou mais ou menos como uma lembraça das festas que existiam antigamente pelas ruas, antes do Carnaval tornar-se algo puramente comercial.
Tem magia, encanto e simplicidade pelo jeito de passar a mensagem e nos cativar pelo olhar.

Harry Potter e o Principe Mestiço

Domingo, tempo gelado e uma vontade tremenda de mofar debaixo de um edredom com um bom filme. Foi dificil, mas ganhei dessa fez e deixei a preguiça de lado- primeiro fui ver Harry Potter.
Eu posso odiar adaptações de livros pelos seus cortes- mesmo que necessários-, mas no caso de Harry Potter pelo menos passam duas linhas de amor e ódio entrelaçadas.
Amor porque eu amo e sempre amarei a obra de J.K Rowling, que me deu um empurrão pra uma série de coisas- a maior delas foi tomar gosto por leitura. Isso acaba sendo transferido para os filmes, que materializa tudo aquilo que sonhei, seja da mesma forma que pensei ou não. Seja editado ou não. Entendo a árdua tarefa de editar um livro tão complexo e delicioso do começo ao fim em apenas 2h30- eu mesma não sei como o faria.
Por outro lado odeio justamente por essas falta de detalhes. Quem vê o filme não sabe a história dos Marotos, do Salgueiro Lutador, do Monstro, das memórias do Snape, entre vários outros. E nesse filme em específico nada é falado sobre a familia de Tom Riddle e como e porquê de cada horcrux.
"Sim, eu sou o Pricipe Mestiço"- foi a coisa mais sintetizada que eu já vi na vida! Quem leu o livro e viu o filme sabe. Eu ri. Foi praticamente uma twittada.
Bom, sintetizando também- o filme é muito bom, de verdade, mas nunca perca a oportunidade de ler antes de assistir.
Antes de fechar o post, uma observação: acho que sempre vou me referir à esse livro como Principe Mestiço, e não Enigma do Principe como oficialmente escolheram. Faz muito mais sentido- pra quem leu, claro. Pra quem vê o filme, vai permanecer a grande interrogação de porque Principe e porque mestiço.


quinta-feira, 16 de julho de 2009

Furos

#fail I

Estava indo para a escola, 2001, quando minha mãe me disse que tinha acabado de acontecer uma tragédia nos EUA. Um atentado terrorista. Ligamos a TV e lá estava uma imagem ao vivo do prédio em chamas. Ficamos em choque. De repente, um segundo avião se aproxima e... ah, meu Deus!

- Ah, mãe, o avião não viu a torre!
Em alguns segundos eu me toquei: o prédio estava ali há anos. #fail

#fail II

Estava olhando as comunidades de alguém no Orkut, e lá tinha uma do New Kids on the Block, com uma observação: LUTO: MJ. Tomei um susto- meu Deus, um integrante do New Kids morreu! Quem será que era o M.J?

Ah, o Michael Jackson. #fail

terça-feira, 14 de julho de 2009

A Farsa da Boa Preguiça

Só lembrando que essa peça é IMPERDIVEL para quem gosta de Suassuna ou só com Auto da Compadecida já se acaba de rir.
Eu, particularmente, fui pelo autor e pelo Ernani Moraes, e acabei apaixonada pelo elenco todo.
Essa peça está em cartaz no SESC Vila Mariana até o próximo final de semana, e em seguida vai para o teatro do Shopping Eldorado.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Entrevista I: Luiz Alberto

Luiz e Amy Whinehouse, em L.A


Nome: Luiz
Mas pode me chamar de... Donato.
Hoje sou: Estudande de Publicidade
E daqui a dez anos possivelmente um vendedor das Casas Bahia.

Valendo cantor, dupla, trio, banda, grupo, agregados etc:

Lixo- Sexy Dolls
Gosto do nome - Mamonas Assassinas
Tem um visual legal - Lady Gaga
Quando acabou fiquei inconsolável- Westlife
Ainda bem que acabou! - Travessos
Esqueceram de enterrar - Cher
Eterna - Evanescence, ok
Todo mundo gosta menos eu - Roberto Carlos
Já ouvi falar mas não sei do que se trata - Gloria
Só eu conheço - Nita Whitaker
Até há pouco tempo atrás não gostava - Beyonce HAHA
Só tem uma música - The Calling
Como que se escreve? Streophonics (6)
Brasileira- Megh Stock (luxuriãm)

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Mas antes de qualquer coisa...

... i'm not in love.
Ok?

Eu te amo

Não precisa sair do Brasil para encontrar boas formas de dizer "eu te amo".

CHICO BUARQUE- Eu te Amo

Ah, se já perdemos a noção da hora
Se juntos já jogamos tudo fora
Me conta agora como hei de partir

Ah, se ao te conhecer
Dei pra sonhar, fiz tantos desvarios
Rompi com o mundo, queimei meus navios
Me diz pra onde é que inda posso ir

Se nós nas travessuras das noites eternas
Já confundimos tanto as nossas pernas
Diz com que pernas eu devo seguir

Se entornaste a nossa sorte pelo chão
Se na bagunça do teu coração
Meu sangue errou de veia e se perdeu

Como, se na desordem do armário embutido
Meu paletó enlaça o teu vestido
E o meu sapato inda pisa no teu

Como, se nos amamos feito dois pagãos
Teus seios ainda estão nas minhas mãos
Me explica com que cara eu vou sair

Não, acho que estás te fazendo de tonta
Te dei meus olhos pra tomares conta
Agora conta como hei de partir.

sábado, 4 de julho de 2009

Geração sintetizada

Após o Google, as pessoas criaram o mau hábito da preguiça de ler. Os textos na internet são os mais enxutos e diretos possiveis- por isso, na hora da criação de um texto, geralmente noticia, a informação deve ser o mais objetiva possivel.
Agora com o Twitter, será que o mau hábito será de escrever pouco? Será que a limitação dos 140 caractéres contribui, além de ler coisas enxutas, a escrever também?
Estava lendo uma matéria a respeito no blog de um jornalista no UOL.
Fica a pergunta no ar.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Parabolas reais (#forasarney)

Era um vez um grupo de alunos insatisfeitos com sua diretora. Alguns deles montaram uma chapa para grêmio na escola e ganharam. Foi assim que eles descobriram os podres da diretoria, desde a falsa moral já exposta até trambiques que envolviam dinheiro e materiais enviados pelo governo à escola que não eram utilizados, e os alunos mal sabiam ou se interessavam.
Esses alunos começaram a se revoltar e contaminar aqueles que eram mais próximos, que consequentemente foi espalhando para outros como um telefone sem fio.
Tal como um telefone sem fio que se preze, algumas pessoas que ouviu a história xingava a diretoria sem nenhum argumento plausivel- simplesmente pelo prazer de xingar o sistema que, pela cultura que vivemos, é sempre o culpado.
Todos meios possiveis foram acionados- desde conversar direto com a própria diretora, que vivia "ocupada" e não se disponibilizava, chegando até a Secretaria da Educação, e nada. Os alunos então resolveram fazer uma manifestação para mostrar que não era só aquela meia duzia que estava preocupada. Para mostrar que todos juntos podiam aquilo e muito mais pelos seus direitos que estavam sendo negligenciado.
No dia da manifestação, a expectativa era grande. A diretoria e alguns subordinados ficaram ligeiramente preocupados, vendo alguns objetos estranhos aqui e ali. No intervalo, os alunos se espalharam com suas panelas, cornetas, artigos de festa de aniversários com direito a um "parabéns pra você" no meio do pátio. Uma grande maioria omissa se aglomerou para observar aqueles que deram a cara a tapa, e que escutaram gritos da diretora que mandavam todos para a sala, para "parar com a palhaçada". O sinal soou, mas os alunos não se retiraram- somente uma parte dos omissos, que temiam o pior (que pior?). Queria mostrar-se resistentes às ordens dela, que já tinha perdido a moral com eles. Eles sabiam seus motivos de estarem ali- mas tinha gente que não. Foi aí que, no momento em que os alunos decidiram voltar para a sala já que o aviso estava dado, alguém quebrou o hidrante no andar de cima da escola. A água escorreu escada abaixo, e todos perderam a razão. Após o ocorrido os alunos entraram nas suas salas e esperaram a diretora, que passou de sala em sala.
Ela olhou com superioridade, e falou o quanto inconsequente todos eram. Sobre o prejuizo que causaram à escola e qual exemplo passamos aos outros e nossos pais. Comparou todos alunos- ou melhor, disse que eram todos piores do que os detentos, que matavam uns aos outros. Contou que, nessa brincadeira, além do hidrante quebrado, dois alunos haviam se acidentado por causa da manifestação, e que ninguém empurraria a cadeira de rodas caso um deles ficasse paralitico. Grande parte, obviamente, ficou em choque. Os mais astutos, com o passar de poucos dias, foram atrás dos tais alunos injuriados, e ela negou passar informações. Ora, se ninguém empurraria a cadeira de rodas, que tal bancar o prejuizo dele? Não. Ela negou endereço de hospital e até nome do aluno. Disse que os pais pediram sigilo.
Após esse episódio, a diretora virou piadas para muitos. O processo contra ela ainda durou um bom tempo, e houve algumas melhorias na escola, apesar de alguns alunos ainda nunca terem visto a cara dela- apenas sua vice, que responde por tudo.
Essa história bem resumida, com pouquissimo dos detalhes sórdidos e reais, aconteceu na minha escola, no ano de 2005, e eu participei dela.
Resolvi escreve-la depois de ler sobre o #forasarney e o post do Tico Santa Cruz no blog dele.
O intuito que eu vi em alastrar a tag era que, pela popularidade, as pessoas soubessem do cenario politico brasileiro e se interessassem mais sobre o que acontece no país que, a propósito, é de todos nós. Para que as pessoas tivessem mais interesse no que é seu e, consequentemente, passar isso a frente, para seus amigos. Para que cada vez menos o povo seja omisso àquilo que é feito com seu próprio patrimonio. Acima de tudo, a conscientização é a arma para qualquer coisa. Quanto mais informação, menos o risco de você ser enganado- a não ser que você próprio queira e se submeta a isso, não?
Na história entrou o @twpirata, formado por alguns famosos como Marcos Mion, Junior Lima e Bruno Gagliasso. Na noite que os "piratas" ficaram online, a tag virou febre, chegando a uma das tags mais postadas no mundo pelo Twitter. Na mesma hora, alguém teve a idéia de manifestar isso nas ruas, já que o assunto estava se esticando e acabou sendo conotado como "revolução no sofá"- ou seja, ficou parecendo que as pessoas queriam tirar o Sarney do Senado postando compulsivamente uma palavra na internet. Sério, se alguém pensou que isso aconteceria, eu tenho a mais profunda pena. E aos que pensou que esse era o intuito, me deixa triste, porque significa que os brasileiros perderam a fé em si próprio. Se julgam burros.
Para dar mais ênfase à tese de que as pessoas queriam a "revolução no sofá", os "piratas" fizeram a mesma coisa que os alunos da minha escola, os que abriram o hidrante. Inventaram de pedir ajuda à Ashton Kutcher, só pelo deslumbre do cara ser o mais popular na rede Twitter. Pensaram que, se ele twitasse a palavra e pedisse para as pessoas espalharem, conseguiriamos o primeiro lugar. Quem, no lugar do Ashton, faria isso? Se meter com briga politica que não conhece e ser repercursão no dia seguinte por causa disso? Ele tirou o corpo fora e deixou claro: o país é de vocês, e só vocês tem o poder de derrubar um senador. E temos. Mas será que quem pediu ajuda para o Ashton pensou no que viria depois do Twitter, mesmo que ele repetisse a tag? O Sarney tremeria de medo porque 1 trilhão de pessoas escreveram que querem ele fora? É incoerente. Ainda se pensaram que isso seria bom para ganhar espaço na mídia - ou melhor, TV- para que todos soubessem o quanto insatisfeito nós estavamos, saibam que a TV, assim como o senado, também joga com interesses próprios. Não sei se grande parte de quem postou a tag sabia que teria que ter um "pós-revolução twitteira".
Nós não estamos no Irã, onde a população é reprimida e onde não existe liberdade de expressão. Muito pelo contrário: a liberdade de expressão chegou a um ponto tão banalisado que as pessoas não ligam mais para o espaço que possuem para se expressar. Elas simplesmente passam por cima- ou pior, utilizam isso para disseminar coisas inúteis. Se o amor próprio do brasileiro fosse tão grande quanto o pelo futebol, ou só uma fração da importancia que ele dá à isso, não estariamos sendo passado para trás tão consciêntemente, sem fazer nada.
Se existem redes tão populares assim na internet, com o Twitter, o Orkut e muitos outros, seria para colocar as coisas pra frente, e não regredir.
Eu não duvido da boa vontade das pessoas- aliás, tento sempre que possivel acreditar no melhor lado delas.
Vivemos num cenário onde as pessoas desistem antes mesmo de tentar. Contra-atacam com desculpas para justificar a sua própria preguiça.
Eles esão fazendo isso por mídia? Danem-se! Defenda a causa, e não quem a conduz.
Incomodados se um Zé famoso deu R$1 milhão para uma obra de caridade para se aparecer? Bom, que ótimo que seja isso que ele usa para se aparecer. Como eu disse, defenda a causa. Que seus atos sejam seus, indepente dos motivos alheios.
Concordo quando o Danilo Gentili disse que a mudança é educarmos nossos filhos e, porque não, também influenciarmos quem nós conhecemos. E então, quem sabe, podemos desenvolver uma sociedade mais consciênte. Mas enquanto pudermos manifestar nossa insatisfação, que isso seja feito- quem cala consente, não?

terça-feira, 30 de junho de 2009

#forasarney



Twitters ensandecidos tomaram conta da rede ontem, colocando a tag #forasarney na frente até de Michael Jackson e dos protestos iranianos. Pessoal do CQC, Mion, Vesgo, Marimoon, Felipe Solari, Bruno Gagliasso e outros também aderiram, criando até um perfil "pirata" (@twpiratas). Acho tudo isso valido por dois motivos:

- O povo se mobilizando prova que quer mudança, e a união mostra que, nas palavras de Obama, "yes, we can";

- Leva conhecimento à todos, espalha e para na mídia.

Ok, paramos por aí a parte virtual. E agora, qual o próximo passo? Uma vez que todos mostraram que apoia, quais são agora os atos concretros pra fazer isso acontecer? Acho que todos esses que agitam devem ter consciencia que atos virtuais são só o começo, e não o todo. Os mesmos que agitam deve ter em mente o segundo passo- caminhada nas ruas? Abaixo assinado? Funciona, não funciona? Se alguém checar quais medidas concretas para fazer aquilo que estão empenhados- derrubar o Sarney, no caso- e espalhar isso à todos que apoiam o #forasarney, pode dar certo.

Não acho que os protestos na internet são inuteis. Quando dizem "não se muda o país sentado", não é porque os atos na internet são inúteis, mas sim de apoio- e vejam, mero apoio, para o que virá depois. A internet deve ser usada a favor, e não como um comodo meio de não tomar na cara.

Sei que a situação é extremamente diferente, mas o que acontece no Irã mostra isso. Eles estão usando a internet para mostar ao mundo o que estão passando, sendo o único meio que encontram de liberdade de expressão, quando a brecha para isso é estreitisssima. E nós, que estamos num país com grande liberdade de expressão, por que não sabemos usar isso direito? Temos que esperar uma ditadura de novo pra isso?

Fica aí pra pensar. O protesto nas ruas já tem data, hora e local. Vamos ver no que vai dar, e vamos ver também quem está organizando isso.


#forasarney BELO HORIZONTE, 01/07, quarta-feira, 14h, Pça Liberdade!

#forasarney BRASÍLIA, DF, 01/07, quarta-feira, 19h, em frente ao Congresso Nacional!

#forasarney SÃO PAULO, SP, 01/07, quarta-feira, 19h, MASP!

#forasarney CAMPO GRANDE, MS, 01/07, quarta-feira, 18h, Praça do Rádio!

#forasarney CAMPINAS, SP, 01/07, quarta-feira, 19h, frente a prefeitura!

#forasarney PORTO ALEGRE, RS, 01/07, quarta-feira, 12h30, Praça da Matriz!

#forasarney RIO DE JANEIRO, RJ, 01/07, quarta-feira, 13h, Cinelândia



domingo, 28 de junho de 2009

Quando um ícone morre

"Quando morre, vira santo", alguns dizem. Acho esa reclamação válida e verdadeira, embora não acho que isso se aplique no caso da morte de Michael Jackson.
Alguns vão xingar a respeito das acusações de pedofilia e da mudança drástica do visual dele; outros vão falar que ele doou milhões à instituições e sempre foi gente boa. Acho que nem o lado bom nem o ruim vem em questão.
Acho que vem em questão o fato do MUNDO- sim, todos continentes- conhecerem e dançarem ao som do cara. Negros e brancos, crianças e adultos, homens e mulheres. Ele criou um visual úncio e próprio, sendo reconhecido e imitado por ele- as luvas brancas, o cabelo cacheado preso, jaqueta preta bordada, calça colada, sapatos lustrados. Ele criou o Moonwalking. Existem as pessoas que conhecem o Moonwalking pelo nome, e as que o dançam sem sabe o nome- ou melhor, só sabendo o nome de quem criou. Gravou o álbum mais vendido no mundo, com músicas que até hoje ilustram pistas de dança, programas de TV e diversas outras trilhas sonoras.
Ele simplesmente TRAVOU o Google, o Twitter e vários sites. Fez com que os estoques de anos das lojas no mundo todo esgotassem em poucos dias.
Acho que essas coisas são incontestáveis- e pode apostar que poucos conseguem isso.
Não estou partindo em defesa porque o cara morreu- confesso que a morte dele, em si, não me abalou. O que me abala mesmo é saber que ídolos, estrelas de verdade, cujo talento não é criado num programa de TV, estão morrendo. E que estamos ficando com idolos instantâneos, fabricados, de plástico. Uma pena.

Analises: Google e Bing

Testei um pouco o novo navegador da Microsoft, o Bing (Chandler! hahahah) e nçao gostei. Não é a questão visual, mesmo que isso pese também, mas são os resultados de busca. Achei mais fraco.
Em compensação, não sei se o meu PC lento contribui pra isso, mas não curti o Google Chrome. Ok, é um navegador super leve e enxuto nas ferramentas, mas cada vez que eu abro um site ele congela, e só depois de um tempo eu consigo mexer na página. Vou formatar meu PC e reinstalar o navegador, mas continuo fã incondicional do Mozilla.

sábado, 27 de junho de 2009

André Rangel... é dom?

André Rangel está em cartaz com a peça "André Rangel é DOM". Uma das apresentações teve ingressos distribuidos gratuitamente, e foi nessa que eu fui.
Bom, o André é sim o bom ator. É notável. Mas quando entregam uma peça solo nas mãos dele, o "bom ator" é a última coisa que se enxerga.
Para começo de conversa, qual é o intuito do teatro? Ver o ator em ação, ao vivo e a cores, sem cortes. A peça começa com um video longo e cansativo do próprio André e seu dia-a-dia, seguido por imagens de luz e brasa que te fazem querer levantar sem mesmo ter começado a peça. André "segue" o espetáculo explicando sobre dom e aquelas filosofias da vida. E aí, meia hora depois, as pessoas começam rir. Boas piadas? Não, palavrões. Se você se mata de rir só de uma pessoa verbalizar todos palavrões e palavras de baixo calão, você iria se deliciar. E veja só, não é uma critica minha à palavrões, mas sim a palavrões mal empregados. Eles não estavam dentro de nenhum assunto engraçado ou inteligente. E quando o que ele contava era piada, era algo manjado.
Entre os textos, mais videos da carreira dele. Video? Cadê a peça? Ah, sim, ele volta à peça para falar sobre os personagens dele, o porquê de seu talento e segue de novo com mais um video retrospectiva de sua carreira. E no final, que tal fotos da familia dele?
Acho que uma peça é construida para o público, e não somente para o próprio ator/autor, estou errada?
Ele iniciou a peça avisando que não se tratava de comédia stand-up. E realmente não é uma comédia stand-up- é um besteirol narcisista. Mas tem público, claro. Aquele público que dá audiência para o Zorra Total.
Lamentável. Espero que ele siga bem com a carreira dele na TV, entre bicos aqui e ali, pois ele é um bom ator- mas no teatro somente tira a vaga de espetáculos de verdade.

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